Economista guineense acumula sub-secretaria-geral com direcção da UNITAR

O economista guineense Carlos Lopes acumula, desde hoje, o cargo de sub-secretário-geral das Nações Unidas com o de director Executivo do Instituto da ONU para a Formação e Pesquisa (UNITAR), disse hoje à Agência Lusa fonte oficial.

Agência LUSA /

A nomeação, hoje anunciada em Nova Iorque, foi decidida pelo novo secretário-geral da ONU, Bai Ki-moon, que decidiu manter Carlos Lopes na organização, deixando, contudo, Nova Iorque para seguir para Genebra (Suíça).

Até hoje, o economista guineense, além de sub-secretário-geral do antigo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, desde 01 de Junho de 2006, foi, desde essa mesma data, director político do responsável máximo da organização, cargo que agora deixa.

Em Setembro de 2005, Carlos Lopes, natural de Canchungo (Norte), onde nasceu a 07 de Março de 1960 (46 anos), fora nomeado director dos Assuntos Políticos, de Manutenção de Paz e Humanitários do gabinete de Annan, sendo empossado dois meses depois, em Novembro.

Até então, Carlos Lopes era o responsável máximo da ONU e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, onde se encontra a maior delegação da organização em todo o mundo.

O economista guineense, que esteve num gabinete no 38º andar na sede da ONU, em Nova Iorque, é mestre em Desenvolvimento e Planeamento Estratégico e participou na elaboração de um vasto e ambicioso plano de reformas nas Nações Unidas, sobretudo no quadro do próprio PNUD.

Autor de mais de 20 publicações, professor em universidades e academias em Lisboa, Coimbra (Portugal), Zurique (Suíça), Uppsala (Suécia), São Paulo e Rio de Janeiro (Brasil), Carlos Lopes tem um vasto currículo nas várias agências das Nações Unidas.

O economista guineense ajudou na criação de numerosas organizações não-governamentais em várias partes do mundo e foi consultor da Organização das Nações Unidas para a Educação, Cultura e Ciência (UNESCO), da Agência Sueca para o Desenvolvimento Internacional (ASDI) e do Comité Económico para África da ONU.

Em 1984, Carlos Lopes foi um dos fundadores do primeiro grupo de trabalho do Conselho Económico e Social da ONU (ECOSOG), com sede em Dacar, Senegal.

Carlos Lopes foi convidado a integrar os quadros do PNUD em 1988, na altura como economista para a área do desenvolvimento, subindo rapidamente na hierarquia da organização.

Foi director-adjunto do Gabinete de Avaliação Estratégica e Planeamento antes de seguir para o Zimbabué como coordenador residente do PNUD, após o que foi convidado a assumir as operações no Brasil.

Em Setembro de 2005, o economista guineense viu reconhecido o seu trabalho e foi convidado pelo próprio Kofi Annan para chefiar o Departamento dos Assuntos Políticos, de Manutenção de Paz e Humanitários da equipa executiva do secretário-geral da ONU.


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