Mundo
Edward Snowden pede asilo político à Rússia
O ex-colaborador da NSA que denunciou as práticas de vigilância secretas do governo americano pediu asilo político à Rússia. Os Estados Unidos querem capturar e julgar Edward Snowden por espionagem e estão a pressionar os outros países para não receberem o fugitivo. O informático está refugiado, desde há mais de uma semana, na área de trânsito do aeroporto Sheremetyevo em Moscovo e o presidente russo Vladimir Putin garantiu que ele não será entregue aos americanos mas avisa que Snowden só poderá ficar na Rússia se parar de “prejudicar os interesses dos EUA”.
A cidadã britânica Sarah Harrison, ativista do Wikileaks que acompanha Snowden na viagem, entregou o pedido de asilo no serviço consular do aeroporto de Sheremetyevo, domingo à noite, às 22H30 locais.
Falando sob anonimato, uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Moscovo disse ao jornal Los Angeles Times que Snowden se encontrou com dois diplomatas russos, a quem entregou uma lista de quinze países aos quais desejava pedir asilo. Oficialmente, nem o Ministério nem o Kremlin comentam estas informações.
EUA e Rússia em busca de uma solução
O chefe do Conselho de Segurança, Nikolai Patruchev, anunciou entretanto que o presidente russo e o seu homólogo americano tinham encarregado os chefes do FSB (serviço que sucedeu ao KGB) e do FBI, de encontrarem uma saída para o caso Snowden.
“Eles encarregaram o diretor do FSB, [Alexander] Bortnikov e o diretor do FBI [Robert] Mueller de se manterem em contacto permanente e encontrarem soluções”, disse Patruchev à cadeia de TV Rossia 24

Esta segunda-feira, antes de ser conhecido o pedido de asilo, o presidente Vladimir Putin comentou publicamente o caso, repetindo que a Rússia não tem qualquer intenção de ceder aos pedidos de extradição vindos de Washington.
Putin: "A Rússia nunca entregou ninguém"
“A Rússia nunca entregou ninguém e não têm intenção de o fazer. E também nunca nos entregaram ninguém”, disse Putin, depois de participar numa conferência de exportadores de gás em Moscovo.
Embora a Rússia tenha, no passado efetuado trocas de espiões com os Estados Unidos, Putin fez questão de sublinhar que este é um caso diferente.
“No que respeita ao sr. Snowden, ele não é nosso agente e não está a trabalhar para nós. Os nossos serviços secretos nunca trabalharam com ele e não trabalham com ele atualmente”, disse Putin que, pela segunda vez numa semana, voltou assim a desmentir rumores de que os serviços de espionagem russos estariam a trabalhar com o ex-colaborador da NSA, tornado informador.
Condições para um asilo
“Se ele quiser ficar aqui há uma condição: Ele tem de cessar as suas atividades que visam prejudicar os nossos parceiros americanos, e pouco importa que isto possa parecer estranho vindo dos meus lábios”, disse Putin, com algum humor.
Mas Putin disse suspeitar que Snowden não vai deixar de revelar informações.
Ele “não se considera como um agente dos serviços secretos. Ele considera-se como um defensor dos direitos humanos, um novo dissidente, uma espécie de Sakharov” , disse Putin, evocando o célebre dissidente soviético Andrei Sakharov.
“Por isso ele terá que escolher um país de destino e ir para lá”, disse Putin, antes de ser conhecido o pedido de asilo à Rússia. “Infelizmente, não sei quando isso vai suceder”.
Inicialmente, foi reportado que Edward Snowden tencionava pedir asilo político ao Equador, seguindo o exemplo do fundador do Wikileaks, Julian Assange, que se encontra refugiado na embaixada daquele país no Reino Unido.
Presidente do Equador confia na solução do asilo russo
O presidente equatoriano Rafael Correa acha que a sorte de Snowden está nas mãos da Rússia, uma vez que o Equador não pode considerar um pedido de asilo até que o fugitivo chegue ao território do país ou a uma das suas embaixadas.
Snowden teve o seu passaporte revogado pelos Estados Unidos e todos os países do mundo estão a ser pressionados pelos EUA para não lhe concederem asilo.
Em entrevista exclusiva à agência France Press, o presidente do Equador manifestou-se esperançado que o pedido de asilo à Rússia venha “resolver definitivamente a situação”.

“A minha opinião é que o pedido ao governo russo pode resolver definitivamente a situação do sr. Snowden”, disse o presidente Correa, “não podemos instruir um pedido de asilo (…) porque ele não está em território do Equador, era preciso que ele se deslocasse à embaixada equatoriana em Moscovo”
“Mas agora que ele entregou um pedido de asilo ao governo russo, [esse asilo] poderá ser instruído por Moscovo”, acrescentou o presidente do Equador.
Washington garante a Snowden "um julgamento justo"
Em Washington, o Departamento de Estado disse, esta segunda-feira, que Edward Snowden continua a ser um cidadão americano e que, por isso, teria direito a “um julgamento justo” se regressasse aos Estados Unidos.
“Continua a ser um cidadão americano. Ele continua a beneficiar dos direitos concedidos a todos os residentes nos EUA, como o direito a um julgamento justo e equitativo aos crimes de que é acusado”, disse o porta-voz adjunto do Departamento de Estado , Patrick Ventrell, precisando que o governo americano poderia fornecer a Snowden um “documento de viagem único” com o objetivo do seu repatriamento, já que o seu passaporte foi revogado.
Falando sob anonimato, uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Moscovo disse ao jornal Los Angeles Times que Snowden se encontrou com dois diplomatas russos, a quem entregou uma lista de quinze países aos quais desejava pedir asilo. Oficialmente, nem o Ministério nem o Kremlin comentam estas informações.
EUA e Rússia em busca de uma solução
O chefe do Conselho de Segurança, Nikolai Patruchev, anunciou entretanto que o presidente russo e o seu homólogo americano tinham encarregado os chefes do FSB (serviço que sucedeu ao KGB) e do FBI, de encontrarem uma saída para o caso Snowden.
“Eles encarregaram o diretor do FSB, [Alexander] Bortnikov e o diretor do FBI [Robert] Mueller de se manterem em contacto permanente e encontrarem soluções”, disse Patruchev à cadeia de TV Rossia 24
Esta segunda-feira, antes de ser conhecido o pedido de asilo, o presidente Vladimir Putin comentou publicamente o caso, repetindo que a Rússia não tem qualquer intenção de ceder aos pedidos de extradição vindos de Washington.
Putin: "A Rússia nunca entregou ninguém"
“A Rússia nunca entregou ninguém e não têm intenção de o fazer. E também nunca nos entregaram ninguém”, disse Putin, depois de participar numa conferência de exportadores de gás em Moscovo.
Embora a Rússia tenha, no passado efetuado trocas de espiões com os Estados Unidos, Putin fez questão de sublinhar que este é um caso diferente.
“No que respeita ao sr. Snowden, ele não é nosso agente e não está a trabalhar para nós. Os nossos serviços secretos nunca trabalharam com ele e não trabalham com ele atualmente”, disse Putin que, pela segunda vez numa semana, voltou assim a desmentir rumores de que os serviços de espionagem russos estariam a trabalhar com o ex-colaborador da NSA, tornado informador.
Condições para um asilo
“Se ele quiser ficar aqui há uma condição: Ele tem de cessar as suas atividades que visam prejudicar os nossos parceiros americanos, e pouco importa que isto possa parecer estranho vindo dos meus lábios”, disse Putin, com algum humor.
Mas Putin disse suspeitar que Snowden não vai deixar de revelar informações.
Ele “não se considera como um agente dos serviços secretos. Ele considera-se como um defensor dos direitos humanos, um novo dissidente, uma espécie de Sakharov” , disse Putin, evocando o célebre dissidente soviético Andrei Sakharov.
“Por isso ele terá que escolher um país de destino e ir para lá”, disse Putin, antes de ser conhecido o pedido de asilo à Rússia. “Infelizmente, não sei quando isso vai suceder”.
Inicialmente, foi reportado que Edward Snowden tencionava pedir asilo político ao Equador, seguindo o exemplo do fundador do Wikileaks, Julian Assange, que se encontra refugiado na embaixada daquele país no Reino Unido.
Presidente do Equador confia na solução do asilo russo
O presidente equatoriano Rafael Correa acha que a sorte de Snowden está nas mãos da Rússia, uma vez que o Equador não pode considerar um pedido de asilo até que o fugitivo chegue ao território do país ou a uma das suas embaixadas.
Snowden teve o seu passaporte revogado pelos Estados Unidos e todos os países do mundo estão a ser pressionados pelos EUA para não lhe concederem asilo.
Em entrevista exclusiva à agência France Press, o presidente do Equador manifestou-se esperançado que o pedido de asilo à Rússia venha “resolver definitivamente a situação”.
“A minha opinião é que o pedido ao governo russo pode resolver definitivamente a situação do sr. Snowden”, disse o presidente Correa, “não podemos instruir um pedido de asilo (…) porque ele não está em território do Equador, era preciso que ele se deslocasse à embaixada equatoriana em Moscovo”
“Mas agora que ele entregou um pedido de asilo ao governo russo, [esse asilo] poderá ser instruído por Moscovo”, acrescentou o presidente do Equador.
Washington garante a Snowden "um julgamento justo"
Em Washington, o Departamento de Estado disse, esta segunda-feira, que Edward Snowden continua a ser um cidadão americano e que, por isso, teria direito a “um julgamento justo” se regressasse aos Estados Unidos.
“Continua a ser um cidadão americano. Ele continua a beneficiar dos direitos concedidos a todos os residentes nos EUA, como o direito a um julgamento justo e equitativo aos crimes de que é acusado”, disse o porta-voz adjunto do Departamento de Estado , Patrick Ventrell, precisando que o governo americano poderia fornecer a Snowden um “documento de viagem único” com o objetivo do seu repatriamento, já que o seu passaporte foi revogado.