El Chapo de novo capturado

O barão da droga mexicano Joaquín “El Chapo” Guzmán está de regresso à prisão depois de uma equipa de marines ter lançado uma operação de busca na cidade de Los Mochis, no Estado de Sinaloa, norte do México, onde aquele que é um dos maiores traficantes do mundo mantém o seu quartel-general.

Paulo Alexandre Amaral - RTP /
Henry Romero, Reuters

Seis meses depois de uma evasão que fez as primeiras páginas por todo o mundo, El Chapo foi de novo capturado numa operação militar que envolveu a troca de tiros com os seus “gorilas”. Tudo diferente do que foi a primeira captura. Em Fevereiro de 2014, quando as forças da ordem procederam à primeira captura, nem um tiro foi trocado.

El Chapo encontrava-se na sua casa de Sinaloa acompanhado apenas pela mulher e as duas filhas gémeas. Desta vez, encontrava-se rodeado pela sua segurança pessoal. A equipa de marines acabou por matar cinco deles e prendeu outros seis; um dos militares foi ferido na refrega.

O anúncio da captura do barão da droga representa uma vitória para o governo de Enrique Peña Nieto, pelo que é natural que o anúncio tenha sido feito pelo próprio presidente na sua conta de Twitter, por sinal com uma expressão muito semelhante ao estilo americano, lembrando as palavras de Paul Bremer, que em junho de 2003, quando estava à frente da tutela americana no Iraque ocupado, anunciou: “Senhoras e senhores, apanhámo-lo”.


O presidente Peña Nieto já havia ficado bem na fotografia aquando da captura de el Chapo em 2014, na cidade de Mazatán, também na região de Sinaloa, tendo feito disso uma bandeira para a luta do seu governo contra a violência e os cartéis da droga.

Esse trunfo escapou-lhe entre as mãos na mesma medida em que o barão da droga escapou da sua cela na prisão de alta segurança debaixo das barbas dos guardas, sumindo-se por uma abertura por baixo do duche, que o levaria a um túnel de quilómetro e meio até à liberdade.

Essa humilhação ficou registada em video - um truque digno de Houdini, ao qual a segurança da prisão apenas reagiria meia hora depois.


Meio ano depois, terá sido uma indicação de um informador que permitiu esta semana voltar a capturar um dos homens mais perigosos do México.

A operação foi entregue aos marines mexicanos, uma espécie de intocáveis num país em que as forças de segurança caem frequentemente nos processos de suborno.
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