El Salvador é o quinto país latino-americano a chamar embaixador em Israel

O Ministério dos Negócios Estrangeiros salvadorenho chamou a consultas a sua embaixadora em Tel Aviv, em protesto contra os "bombardeamentos indiscriminados de Israel na Faixa de Gaza". Medida idêntica fora adoptada antes por Brasil, Equador, Chile e Peru.

RTP /
Manifestação à porta da Embaixada israelita em San Salvador Oscar Rivera, Reuters

O comunicado oficial salvadorenho, citado pela agência APTN, explica que "esta medida aplica-se perante a grave escalada de violência e a realização de bombardeamentos indiscriminados de Israel na Faixa de Gaza, que causaram a morte de crianças, mulheres e homens, assim como centenas de feridos e a fuga de milhares de cidadãos palestinianos das suas casas, além de graves danos materiais".

Ainda segundo o comunicado, a embaixadora Susana Edith Gun de Hasenson
"deverá apresentar-se em território salvadorenho o mais rapidamente possível e permanecerá no país até nova ordem".

Por seu lado, Yigal Palmor, um porta-voz do MNE israelita, reagiu à série de convocações de embaixadores latino-americanos manifestando a "decepção" do seu Governo perante esta atitude e acusando os cinco Governos latino-americanos, e também os outros que protestaram sem retirarem os seus embaixadores, de fornecerem "um encorajamento ao Hamas, um grupo reconhecido como organização terrorista por muitos países do mundo".

Segundo citação do diário israelita Jerusalem Post, Palmor declarou também que, “até agora, sempre que Israel aceitou estabelecer um cessar fogo e restaurar a calma, teve como resposta constantes tiros de morteiro do Hamas". Daí conclui que os países latino-americanos em causa "teriam andado muito melhor em promover uma iniciativa internacional para ajudar Israel nos seus esforços para defender civis inocentes e para instaurar um cessar fogo duradouro com a desmilitarização de Gaza".

Ontem, terça feira, quatro dos cinco países do Mercosur emitiram uma declaração condenando Israel por "uso de força desproporcionada". Os quatro signatários foram Argentina, Brasil, Uruguai e Venezuela. O quinto membro, que recusou assinar, foi o Paraguai.

A Bolívia já tinha cortado relações diplomáticas com Israel em 2008-2009, por ocasião da "Operação Chumbo Derretido".
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