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"Em nome de Gaza". Homem armado faz vários reféns em fábrica da Procter & Gamble na Turquia
Um homem armado fez reféns vários funcionários de uma fábrica da empresa Procter & Gamble nos arredores de Istambul, no noroeste da Turquia, esta quinta-feira, alegadamente em protesto contra os ataques de Israel a Gaza, de acordo com a imprensa turca.
Ao fim de várias horas de cerco, pelas 21h00 em Portugal a crise ficou solucionada com a libertação de
todos os reféns, "sãos e salvos" de acordo com fonte de uma das suas
famílias à Agência France Presse. O governador de Kocaeli afirmou que o
atacante foi "neutralizado", acrescentou a agência francesa de notícias.
O homem, não identificado, terá entrado ao início da tarde numa fábrica da empresa norte-americana Procter&Gamble (P&G), na zona industrial de Gebze, na província turca de Kocaeli, segundo a agência de notícias turca Demirören. “A polícia de operações especiais foi enviada para o local”, avançou na rede social X, antigo Twitter.
Kocaeli'de fabrikayı basıp işçileri rehin aldı
— Demirören Haber Ajansı (@dhainternet) February 1, 2024
Kocaeli'nin Gebze ilçesinde ABD firması olan Procter and Gamble (P&G) fabrikasının ana binasını basan kişi, içeridekileri rehin aldı. Olay yerine özel harekat polisleri sevk edildi. https://t.co/tnTjd80O0n pic.twitter.com/zoVEXzG9FV
"Os trabalhadores foram evacuados da fábrica da P&G em Gebze; sete trabalhadores continuam reféns. O patrão é responsável pela sua segurança", escreveu o sindicato Umut-Sen numa mensagem publicada na rede X, aponta a agência France Presse (AFP).
"Em nome de Gaza"
Segundo a mesma fonte policial, o homem terá justificado a sua ação “em nome de Gaza”, denunciando as operações militares israelitas no enclave palestiniano. Uma posição defendida pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que para além de criticar a ação de Israel em Gaza também denunciou o apoio de Washington a Israel, descrevendo-o como um Estado "terrorista" e "genocida".
Desde o início do conflito que os apelos ao boicote dos produtos americanos foram amplamente ouvidos na Turquia, onde vários restaurantes e cafés norte-americanos, nomeadamente McDonald's e Starbucks, foram vandalizados.
c/agências