Em Singapura o primeiro-ministro Lee Hsien Loong foi reeleito por mais cinco anos

O Partido de Acção Popular (PAP), do primeiro-ministro Lee Hsien Loong, conseguiu sábado à noite 66,6 por cento dos votos e 82 dos 84 lugares no Parlamento de Singapura, após o escrutínio eleitoral.

Agência LUSA /

Lee, chefe de Governo desde Agosto de 2004, conseguiu reunir para o seu partido cerca de 800.000 votos, procedentes dos 1,2 milhões de cidadãos com direito e obrigação de voto, o que lhe permitirá governar o país nos próximos cinco anos sem oposição.

Estas são as primeiras eleições que Lee ganha à frente do seu partido e que se ajustam ao seu objectivo de governar com uma oposição de menos de dez lugares.

Durante a madrugada, Lee, filho de Lee Kuan Yew, considerado o `pai` da Singapura moderna, agradeceu numa conferência de imprensa à oposição o esforço realizado para apresentar-se em mais distritos e incrementar assim as opções políticas.

A oposição acusa Lee e o seu pai, que continua a manobrar os meandros políticos como "ministro sénior", assim como a cúpula do PAP, de empregarem todo o tipo de tácticas para acabar com a oposição, criando polémicas de difamação que puseram fim com a carreira política de mais de um opositor.

Outra das críticas centra-se na liberdade de imprensa de Singapura, onde as exigências do Governo para manter uma "informação responsável" são entendidas pela oposição como um convite à auto- censura.

A nação asiática, com pouco mais de quatro milhões de habitantes e cerca de 700 quilómetros quadrados, é a segunda mais próspera da Ásia e o seu Governo vangloria-se de estar à cabeça dos menos corruptos do mundo.

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