Embaixada dos EUA pede a familiares de diplomatas para abandonarem o Nepal
A embaixada dos Estados Unidos na capital nepalesa de Katmandu pediu aos familiares de diplomatas destacados no país e a alguns funcionários, para abandonarem o Reino devido às violência existente no Nepal há mais de duas semanas.
"A ordem foi dada aos familiares de diplomatas aí destacados e aos funcionários não-essenciais para abandonarem o Nepal o mais rapidamente possível", refere a embaixada em comunicado.
"Também os cidadãos norte-americanos devem abandonar o Nepal o mais brevemente possível", adianta o texto.
Cinco maoistas e um soldado nepalês morreram domingo durante um ataque rebelde contra um centro de telecomunicações e um posto da polícia, a nordeste da capital Katmandu, afirmou hoje um responsável do exército.
Sexta-feira, os três maiores partidos nepaleses na origem da contestação pró-democracia consideraram insuficiente a oferta do rei do Nepal que pediu aos sete principais partidos políticos que lhe "recomendassem, o mais rapidamente possível, um nome para o posto de primeiro-ministro".
O monarca apelou também à realização de "eleições o mais rapidamente possível".
Mas a oposição manteve o apelo a manifestações.
Hoje, o governo impôs um recolher obrigatório, pelo quinto dia consecutivo, entre as 11:00 (06:15 em Lisboa) e as 18:00 (15:15 em Lisboa) devido às manifestações contra o rei e às greves dos últimos 18 dias, anunciou a televisão pública.
Durante o período de recolher obrigatório, a população está proibida de sair à rua e as forças da ordem têm autorização para disparar contra aqueles que desobedecer, afirmou a mesma fonte.
Os partidos da oposição nepalesa apelaram domingo à continuação da mobilização e a uma nova manifestação em massa, terça- feira, em direcção ao palácio real de Katmandu.
Para conseguir o restabelecimento da democracia, a oposição lançou a 06 de Abril um apelo à greve geral ilimitada que foi acompanhada por manifestações diárias.