Mundo
Emir do Qatar apela na ONU à intervenção árabe na Síria
As nações árabes devem intervir na Síria, devido ao fracasso do Conselho de Segurança para resolver o conflito. O desafio foi lançado pelo Emir do Qatar perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, esta terça-feira, horas depois do secretário-geral da ONU ter lançado um apelo para uma ação internacional que ponha fim a um "conflito regional com implicações mundiais".
"O Conselho de Segurança não conseguiu chegar a uma decisão concreta. Face a isto, penso que é melhor serem os países árabes a interferir com base nos seus deveres nacionais, humanitários, políticos e militares e fazer o necessário para por fim ao banho de sangue na Síria", declarou o Sheik Hamad bin Kalifa al-Thani.
A Rússia e a China, aliados do governo sírio liderado pelo Presidente Bashar al-Assad, têm bloqueado no Conselho de Segurança da ONU vários projetos de resolução contra Damasco, sublinhando que as forças rebeldes necessitam igualmente de ser responsabilizadas pelos confrontos.
O enviado espacial da ONU e da Liga Árabe à Síria, Lakhdar Brahimi, afirmou esta semana que "ninguém discorda (no Conselho de Segurança) de que a situação é extremamente grave e que está em deterioração todos os dias. Não é só um perigo para o povo sírio, mas para toda a região e também para a paz internacional".
"Implicações mundiais"
Um diagnóstico ecoado hoje pelo secretário-geral das Nações Unidas. No discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, Ban Ki Moon referiu-se de modo especial à sua preocupação com a guerra na Síria, que dura há 18 meses e está a ter "implicações mundiais".
"A situação na Síria piora de dia para dia. A crise já não se limita à Síria; é uma calamidade regional com implicações mundiais. Esta é uma ameaça séria e crescente, à paz e segurança internacionais, que requer ação por parte do Conselho de Segurança",afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, pedindo igualmente apoio "firme e concreto" aos esforços de Lakhdar Brahimi.
O secretário-geral da ONU deixou um apelo à ação internacional, "para por fim à violência e ao fornecimento de armas aos dois campos e colocar em curso o mais depressa possível uma transição liderada pelos próprios sírios."
Crianças torturadas
"O abuso brutal de direitos humanos continua a ser praticado, sobretudo pelo governo mas também por grupos da oposição. Tais crimes não podem ficar impunes", apelou Ban Ki Moon, lembrando que tal violência extrema não tem atenuantes.
A organização britânica Save The Children denunciou num relatório esta terça-feira, as pesadas consequências da guerra sobre as crianças sírias, vítimas de assassínios e de torturas e traumas psicológicos severos.
A ONG publicou uma dezena de relatos de adolescentes e de crianças agora refugiadas em campos da ONU. Algumas foram torturadas ou assistiram à tortura e a espancamentos até à morte de outras crianças. Outras relatam ter assistido a massacres e à morte de membros das próprias famílias, em combates e bombardeamentos.
O conflito na Síria fez já cerca de 29.000 mortos desde março de 2011.
Morteiros caíram nos Monte Golã
Esta terça-feira várias bombas explodiram numa escola de Damasco que, segundo os ativistas, estava a ser utilizada pelas forças governamentais como sede de serviços de segurança e local de lançamento de morteiros sobre bairros rebeldes.
O governo liderado pelo Presidente Bashar al-Assad anunciou por seu lado ter reconquistado um dos maiores bairros de Alepo, a segunda maior cidade da Síria.
O Observatório sírio dos Direitos Humanos e os Comités de Coordenação Local relataram ainda confrontos entre tropas do governo e vários rebeldes em todo o país. Um dos combates ocorreu perto dos montes Golã ocupados por Israel.
Vários morteiros lançados pelo exercito sírio contra os rebeldes caíram em solo ocupado por Israel mas ninguém foi atingido. É o segundo incidente do género desde o início do conflito sírio. O anterior ocorreu em julho passado.
A Rússia e a China, aliados do governo sírio liderado pelo Presidente Bashar al-Assad, têm bloqueado no Conselho de Segurança da ONU vários projetos de resolução contra Damasco, sublinhando que as forças rebeldes necessitam igualmente de ser responsabilizadas pelos confrontos.
O enviado espacial da ONU e da Liga Árabe à Síria, Lakhdar Brahimi, afirmou esta semana que "ninguém discorda (no Conselho de Segurança) de que a situação é extremamente grave e que está em deterioração todos os dias. Não é só um perigo para o povo sírio, mas para toda a região e também para a paz internacional".
"Implicações mundiais"
Um diagnóstico ecoado hoje pelo secretário-geral das Nações Unidas. No discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, Ban Ki Moon referiu-se de modo especial à sua preocupação com a guerra na Síria, que dura há 18 meses e está a ter "implicações mundiais".
"A situação na Síria piora de dia para dia. A crise já não se limita à Síria; é uma calamidade regional com implicações mundiais. Esta é uma ameaça séria e crescente, à paz e segurança internacionais, que requer ação por parte do Conselho de Segurança",afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, pedindo igualmente apoio "firme e concreto" aos esforços de Lakhdar Brahimi.
O secretário-geral da ONU deixou um apelo à ação internacional, "para por fim à violência e ao fornecimento de armas aos dois campos e colocar em curso o mais depressa possível uma transição liderada pelos próprios sírios."
Crianças torturadas
"O abuso brutal de direitos humanos continua a ser praticado, sobretudo pelo governo mas também por grupos da oposição. Tais crimes não podem ficar impunes", apelou Ban Ki Moon, lembrando que tal violência extrema não tem atenuantes.
A organização britânica Save The Children denunciou num relatório esta terça-feira, as pesadas consequências da guerra sobre as crianças sírias, vítimas de assassínios e de torturas e traumas psicológicos severos.
A ONG publicou uma dezena de relatos de adolescentes e de crianças agora refugiadas em campos da ONU. Algumas foram torturadas ou assistiram à tortura e a espancamentos até à morte de outras crianças. Outras relatam ter assistido a massacres e à morte de membros das próprias famílias, em combates e bombardeamentos.
O conflito na Síria fez já cerca de 29.000 mortos desde março de 2011.
Morteiros caíram nos Monte Golã
Esta terça-feira várias bombas explodiram numa escola de Damasco que, segundo os ativistas, estava a ser utilizada pelas forças governamentais como sede de serviços de segurança e local de lançamento de morteiros sobre bairros rebeldes.
O governo liderado pelo Presidente Bashar al-Assad anunciou por seu lado ter reconquistado um dos maiores bairros de Alepo, a segunda maior cidade da Síria.
O Observatório sírio dos Direitos Humanos e os Comités de Coordenação Local relataram ainda confrontos entre tropas do governo e vários rebeldes em todo o país. Um dos combates ocorreu perto dos montes Golã ocupados por Israel.
Vários morteiros lançados pelo exercito sírio contra os rebeldes caíram em solo ocupado por Israel mas ninguém foi atingido. É o segundo incidente do género desde o início do conflito sírio. O anterior ocorreu em julho passado.