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Empresas japoneses aumentam precauções após ameaças do Estado Islâmico

Empresas japoneses aumentam precauções após ameaças do Estado Islâmico

As empresas japonesas com operações no Médio Oriente elevaram as precauções após o sequestro e alegada execução de dois reféns japoneses pelo Estado Islâmico, que no fim de semana lançou ameaças contra o Governo e cidadãos daquele país asiático.

Lusa /

A imprensa nipónica refere hoje várias medidas implementadas por estas empresas perante receios de que os seus trabalhadores sejam alvo de sequestro por parte do grupo `jihadista`, que no fim de semana divulgou um vídeo no qual alegadamente mostra a execução do jornalista Kenji Goto.

Uma das empresas é a Mitsubishi Electric, que comercializa elevadores em países como a Arábia Saudita e Koweit, e que proibiu os seus empregados de viajarem para o Iraque.

"Não obstante, não há nenhuma alteração no que respeita à nossa política de designar o Médio oriente como um mercado chave", disse na segunda-feira, em declarações citadas pela agência Kyodo, o diretor executivo da empresa, Akihiro Matsuyama, que defendeu que o crescimento na região continua a ser uma prioridade.

Por sua vez, a empresa farmacêutica Takeda, que opera na região desde a sua sede do Dubai, publicou na sua intranet um guia com recomendações em matéria de segurança para os seus empregados, informou hoje o diário económico Nikkei.

A tecnológica Hitachi, que tem empregados locais e japoneses na Turquia, pediu-lhes que não viajem para a Síria e para zonas na fronteira da própria Turquia, Iraque ou Líbano.

A empresa de prospeções JX Nippon Oil & Gas Exploration, que tem unidades nos Emiratos Árabes Unidos, também emitiu uma nota interna a pedir aos seus trabalhadores que evitem "viagens desnecessárias".

Também a Sumitomo Chemical, que opera com um sócio local uma central petroquímica na Arábia Saudita, fez um pedido semelhante aos seus empregados.

A 20 de janeiro, pouco depois de o primeiro-ministro nipónico ter anunciado uma doação para os países que acolhem refugiados que fogem dos avanços do Estado Islâmico, o grupo exigiu a Tóquio 200 milhões de dólares para poupar as vidas de Goto e de outro cidadão japonês, Haruna Yukawa, sequestrados em julho e outubro.

O grupo alegadamente executou os dois reféns nipónicos e, no mais recente vídeo divulgado, acusou o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, de ter embarcado "numa guerra que não pode ganhar", ameaçando matar cidadãos japoneses "onde quer que estejam".

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