Empresas Militares Privadas, um negócio em voga que disparou na guerra do Afeganistão

Explodiram depois da guerra fria e estão espalhadas por todo o mundo, em cenários de conflito as empresas militares privadas são um negócio em voga defende o professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Francisco Proença Garcia.

Luís Peixoto - Antena 1 /

George Ivanchenko - EPA

Os Estados Unidos dominam o mercado a nível mundial e foi na guerra do Afeganistão que as empresas militares privadas mais se evidenciaram ao representarem quase metade do contingente norte-americano.

Depois da sublevação do Grupo Wagner na Rússia, Francisco Proença Garcia lembra que o facto destas empresas começarem a combater efetivamente trouxe um efeito perverso, particularmente o interesse em prolongar os conflitos para continuar a ter trabalho.

A utilização dos serviços destas empresas é uma prática comum por organizações como a NATO ou a ONU, sobretudo para serviços de segurança, inteligência e tradução.

Os altos salários são um atrativo para quem trabalha no ramo militar privado e nalguns países, como acontece em vários do continente africano, o pagamento é feito cedendo o controlo de recursos naturais. Francisco Proença Garcia defende que o carácter empresarial destas organizações torna errada a utilização do termo mercenários.


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