Encontrado morto brasileiro que tentou fugir da cadeia disfarçado de mulher

Três dias depois de ter tentado escapar da prisão ao fazer-se passar pela sua filha, Clauvino da Silva foi encontrado morto na sua cela, no Rio de Janeiro. A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro sugeriu que o preso se terá enforcado.

RTP /
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) do estado do Rio de Janeiro, o líder de um gangue brasileiro morreu por enforcamento. Reuters

Clauvino da Silva, de 42 anos, foi encontrado morto na manhã desta terça-feira na sua própria cela, na prisão de segurança máxima de Laércio da Costa Pelegrino.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) do Estado do Rio de Janeiro, o brasileiro, líder de um gangue, morreu por enforcamento.

“O preso parece ter-se enforcado com um lençol”, escreveu a SEAP num comunicado. A autoridade prisional do Rio de Janeiro destacou que já foi aberta uma investigação para esclarecer o sucedido.

Clauvino da Silva, apelidado de “Baixinho”, esteve na boca do mundo depois de uma tentativa de fuga à prisão, no sábado. O traficante de Angra dos Reis aproveitou a visita da filha para tentar escapar, vestindo roupa de mulher.

O plano consistia em passar pelos agentes da prisão disfarçando-se da sua filha, de 19 anos. Acabou por não ter sucesso e foi reconhecido pelos agentes, que dizem ter sido denunciado pelo seu nervosismo.


Num vídeo tornado viral vê-se Clauvino da Silva a despir o seu disfarce: uma máscara de silicone no rosto, óculos, uma peruca e roupas femininas.

O recluso brasileiro terá tido a ajuda de uma mulher grávida, dispensada de passar pelo Raio-X, para fazer entrar na cadeia o seu disfarce.

Clauvino da Silva já tinha escapado da prisão em 2013, juntamente com outros 30 reclusos, através do sistema de esgoto.

Acabou por ser preso um mês depois no seguimento de uma intervenção policial para impedir uma disputa territorial relacionada com tráfico de droga na cidade de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

c/Lusa
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