Mundo
Encontro pela Paz em Assis une crentes e não crentes
Mais de 300 representantes das grandes religiões do mundo, além de quatro não-crentes, aceitaram o convite de Bento XVI para um novo encontro de Assis, nos 25 anos do primeiro dia de oração pela paz, em 1986. O lema do encontro que decorre a 27 de Outubro de 2011 é "Peregrinos da Verdade, Peregrinos da Paz", contra a "violência em nome de Deus".
Neste encontro, Bento XVI pretende conseguir um "compromisso
comum que rejeite a instrumentalização da religião e o uso da
violência em nome de Deus", segundo fontes próximas do Pontífice.
Os participantes vêm de 50 países do mundo inteiro, incluindo a Arábia Saudita e o Irão. Como sucedeu no último encontro, em 2002, irão viajar até Assis a bordo de um comboio que parte do Vaticano.
Ao lado do Papa estarão judeus, muçulmanos, hindus, budistas, sikhs, um zoroastriano, um representante da fé Baha'í, taoistas, confucionistas e representantes de religiões indígenas da Ásia, África e Américas.
Presentes igualmente os líderes de diversas confissões cristãs, entre eles o Arcebispo Rowan Atkinson, líder das comunidades anglicanas, o Patriarca de Constantinopla Bartolomeu Iº, em representação da cristandade ortodoxa e o Reverendo Olav Fykse Tveit, líder do Conselho Mundial das Igrejas.
Pela primeira vez participam também no encontro quatro personalidades não crentes, entre elas a psico-analista franco-búlgara Julia Kristeva. Segundo um dos organizadores a inclusão destas personalidades nasceu da iniciativa direta de Bento XVI:
"Era desejo do Papa convidar algumas pessoas não crentes, ou pelo menos não afiliadas com uma religião particular ou confissão", revelou o Monsenhor Melchior Sanchez de Toca, do Conselho Pontifício para a Cultura. "Pode parecer contraditório, mas por vezes encontra-se nos não crentes uma espiritualidade que pode ajudar-nos a um auto-exame e a crescer em espiritualidade", acrescentou.
Momento de silêncio
Este ano não haverá lugar a uma oração comum, mas sim um convite à oração e à meditação durante uma peregrinação conjunta ao túmulo de S.Francisco de Assis. O "Dia para a Reflexão, Diálogo e Oração pela Paz e Justiça no Mundo" será concluído com um momento de silêncio e de testemunhos de apoio à oração pela Paz.
No passado, a oração comum em Assis foi interpretada em sectores integristas católicos como correndo o risco de sincretismo. O próprio Bento XVI, então Cardeal Joseph Ratzinger e Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, exprimiu reservas à iniciativa, receando que o encontro de 1986 fomentasse uma crença vaga, comum a todas as religiões e redutora do próprio conceito de Fé.
Um grande ausente do encontro de 2011 será o Iman da Universidade de Al-Azhar, do Cairo. Autoridade do Islão sunita, recusou estar presente devido ao apelo do Papa em Janeiro, a favor da protecção dos cristãos coptas e de outras comunidades do Oriente, perseguidos e ameaçados pelo islamismo radical.
Os participantes vêm de 50 países do mundo inteiro, incluindo a Arábia Saudita e o Irão. Como sucedeu no último encontro, em 2002, irão viajar até Assis a bordo de um comboio que parte do Vaticano.
Ao lado do Papa estarão judeus, muçulmanos, hindus, budistas, sikhs, um zoroastriano, um representante da fé Baha'í, taoistas, confucionistas e representantes de religiões indígenas da Ásia, África e Américas.
Presentes igualmente os líderes de diversas confissões cristãs, entre eles o Arcebispo Rowan Atkinson, líder das comunidades anglicanas, o Patriarca de Constantinopla Bartolomeu Iº, em representação da cristandade ortodoxa e o Reverendo Olav Fykse Tveit, líder do Conselho Mundial das Igrejas.
Pela primeira vez participam também no encontro quatro personalidades não crentes, entre elas a psico-analista franco-búlgara Julia Kristeva. Segundo um dos organizadores a inclusão destas personalidades nasceu da iniciativa direta de Bento XVI:
"Era desejo do Papa convidar algumas pessoas não crentes, ou pelo menos não afiliadas com uma religião particular ou confissão", revelou o Monsenhor Melchior Sanchez de Toca, do Conselho Pontifício para a Cultura. "Pode parecer contraditório, mas por vezes encontra-se nos não crentes uma espiritualidade que pode ajudar-nos a um auto-exame e a crescer em espiritualidade", acrescentou.
Momento de silêncio
Este ano não haverá lugar a uma oração comum, mas sim um convite à oração e à meditação durante uma peregrinação conjunta ao túmulo de S.Francisco de Assis. O "Dia para a Reflexão, Diálogo e Oração pela Paz e Justiça no Mundo" será concluído com um momento de silêncio e de testemunhos de apoio à oração pela Paz.
No passado, a oração comum em Assis foi interpretada em sectores integristas católicos como correndo o risco de sincretismo. O próprio Bento XVI, então Cardeal Joseph Ratzinger e Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, exprimiu reservas à iniciativa, receando que o encontro de 1986 fomentasse uma crença vaga, comum a todas as religiões e redutora do próprio conceito de Fé.
Um grande ausente do encontro de 2011 será o Iman da Universidade de Al-Azhar, do Cairo. Autoridade do Islão sunita, recusou estar presente devido ao apelo do Papa em Janeiro, a favor da protecção dos cristãos coptas e de outras comunidades do Oriente, perseguidos e ameaçados pelo islamismo radical.