Engarrafamento no Evereste fatal para alpinistas

Sete pessoas morreram a escalar a maior montanha do mundo, o Evereste, devido à formação de uma enorme fila com aproximadamente 300 pessoas, que tiveram de aguardar horas para terminar a sua escalada, sob uma temperatura média de 19 graus Celsius negativos.

RTP /
Navesh Chitrakar, Reuters

O Monte Evereste, que já atraiu mais de 9000 alpinistas na totalidade, regista, todos os anos, mortes derivadas da altitude ou da temperatura. 

Nesta época alta que é maio, pois oferece as condições meteorológicas mais favoráveis, sete alpinistas morreram, desde o passado dia 16. As nacionalidades eram indiana, norte-americana, irlandesa, suíça e austríaca.

Esta terça-feira, dia 21, foi um dos dias mais movimentados de sempre na montanha, dia em que faleceram duas pessoas de nacionalidade respetivamente indiana e norte-americana.

Anjali Kulkarni, alpinista indiana de 55 anos, ficou presa no engarrafamento, a 8.000 metros, quando descia a montanha. Segundo o seu filho, Shantanu Kulkarni, a alpinista tinha-se reformado para "seguir o seu sonho de estar no topo do Monte Evereste". 

O norte-americano Donald Cash, também com 55 anos, sucumbiu depois de ter escalado o ponto mais alto da montanha. Faleceu na quarta-feira, depois de complicações relacionadas com a altitude, enquanto descia a montanha. O seu filho, Tanner Cash, disse que o pai concretizou um sonho: "Na última mensagem que me enviou, ele disse "Sinto-me muito abençoado por estar na montanha sobre a qual li durante 40 anos". 

Já mais de 300 alpinistas morreram a escalar a montanha mais alta do mundo desde 1922, tendo a maioria destes corpos permanecido no Evereste.

Visto que não é possível subir a montanha em todos os dias do ano, e o facto de haver espaços temporais limitados em que se aconselha a sua escalada, este tipo de engarrafamentos torna-se mais frequente. Tal aumenta o tempo para descer, o que acarreta elevados riscos, como a falta de oxigénio e a doença da altura.

Contudo, a montanha continua a atrair muitos visitantes. De facto, O Tibete emitiu 381 autorizações para esta Primavera apenas, e cada uma custa a elevada quantia de 9.800 euros.


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