Engenheiro de origem chinesa acusado de espionagem
Jurados declararam hoje culpado um engenheiro de origem chinesa acusado de conspirar para exportar tecnologia de defesa para a China, nomeadamente um sistema electrónico de propulsão que pode tornar os submarinos praticamente indetectáveis.
Chi Mak, 66 anos, funcionário de uma empresa norte-americana com contrato com a marinha norte-americana, era acusado de associação de malfeitores para exportar dados relativos ao funcionamento silencioso de submarinos.
Quatro membros da sua família foram incriminados no âmbito deste caso e vão ainda ser julgados.
Mak reconheceu durante o julgamento de seis semanas ter copiado documentos classificados do seu empregador e de ter guardado as cópias no seu gabinete. Manteve que não sabia na altura que era ilegal fazer as cópias.
Os factos censurados a Mak, nascido na China e naturalizado norte-americano remontam a 2005. A polícia deteve então dois familiares seus no aeroporto de Los Angeles na altura em que se preparavam para embarcar num avião para Hong-Kong, tendo na bagagem um CD-room que continha os dados sensíveis nas suas bagagens.
Declarado culpado por um júri federal no Tribunal de Santa Ana (50 quilómetros a Sudeste de Los Angeles após quatro dias de deliberações, Mak acabou por não ser formalmente indiciado por espionagem, por as informações em questão não estarem classificadas como segredos da defesa.
Foi acusado de ter "trabalhado enquanto agente da China sem ter prevenido as autoridades" norte-americanas. Mark, devia, segundo o tribunal, ter obtido uma autorização para exportar estas tecnologias.
Os investigadores descobriram ainda, ao fazer uma busca na casa de Mak na Califórnia, uma lista apresentada como sendo a dos sócios, que pediam nomeadamente informações sobre sistemas de mísseis e torpedos submarinos.
O vice-procurador Greg Staples disse que Mak incorre numa pena de prisão até 35 anos quando a sentença for lida a 10 de Setembro.