Mundo
Guerra no Médio Oriente
"Entre a vida e a morte". Nobel da Paz Narges Mohammadi continua hospitalizada
A ativista iraniana está hospitalizada desde o fim de semana e, de acordo com as atualizações dadas pela advogada da laureada com o Prémio Nobel da Paz, Narges Mohammadi encontra-se "entre a vida e a morte".
Detida no Irão desde dezembro, Mohammadi foi internada de urgência.
“Nunca tememos tanto pela vida de Narges; ela pode deixar-nos a qualquer momento”, disse Chirinne Ardakani numa conferência de imprensa organizada pela comissão de apoio à jornalista e ativista dos direitos humanos iraniana em Paris.
"Não estamos a lutar apenas pela sua liberdade; estamos a lutar para manter o seu coração a bater", acrescentou.
A ativista de 54 anos foi transferida no início de maio da prisão de Zanjan (no norte do Irão) para um hospital na região "após uma grave piora na sua saúde, marcada em particular por dois episódios de perda total de consciência e um ataque cardíaco", segundo um comunicado divulgado pela fundação da ativista, na sexta-feira.
Internada na Unidade de Cuidados Coronários de um hospital da cidade de Zanjan, continua em “situação instável”, Mohammadi continua a receber fornecimento adicional de oxigénio e mantém a pressão arterial elevada e náuseas, indicou também a fundação nas redes sociais.
“Quando dizemos hoje que ela está entre a vida e a morte, é a primeira vez que dizemos que há risco de morte. Há um perigo real de morte hoje; precisamos agir antes que seja tarde demais”, insistiu Jonathan Dagher, diretor para o Médio Oriente da Repórteres Sem Fronteiras (RSF), esta terça-feira.
Com a família de Mohammadi a viver na capital francesa, a advogada apelou a Emmanuel Macron que adote uma postura mais firme neste caso.
“Esperamos uma posição firme do presidente. Não acho que seja excessivo” fazer tal pedido, afirmou Chirinne Ardakani.
A ativista iraniana perdeu 20 quilos na prisão, tem dificuldade em falar e está atualmente “irreconhecível” em comparação ao estado anterior a esta última detenção, adiantou a advogada..
Muitos dos apoiantes da ativista têm pedido que ela seja transferida para Teerão para ser tratada por uma equipa médica particular.
Mohammadi está em greve de fome desde fevereiro, em protesto contra as condições em que se encontra encarcerada, tendo já o marido e a Fundação Narges, sediada em Paris, denunciado que as autoridades prisionais a submetem regularmente a espancamentos e outros tipos de tortura.
Laureada com o prémio Nobel da Paz em 2023, Narges Mohammadi foi detida a 12 de dezembro de 2025, enquanto assistia ao funeral do advogado Khosrow Alikordi, que morrera semanas antes em “circunstâncias estranhas”.
A ativista passou a maior parte dos últimos 20 anos de vida atrás das grades, sofreu múltiplos enfartes e foi submetida a uma cirurgia de emergência em 2022.
“Nunca tememos tanto pela vida de Narges; ela pode deixar-nos a qualquer momento”, disse Chirinne Ardakani numa conferência de imprensa organizada pela comissão de apoio à jornalista e ativista dos direitos humanos iraniana em Paris.
"Não estamos a lutar apenas pela sua liberdade; estamos a lutar para manter o seu coração a bater", acrescentou.
A ativista de 54 anos foi transferida no início de maio da prisão de Zanjan (no norte do Irão) para um hospital na região "após uma grave piora na sua saúde, marcada em particular por dois episódios de perda total de consciência e um ataque cardíaco", segundo um comunicado divulgado pela fundação da ativista, na sexta-feira.
Internada na Unidade de Cuidados Coronários de um hospital da cidade de Zanjan, continua em “situação instável”, Mohammadi continua a receber fornecimento adicional de oxigénio e mantém a pressão arterial elevada e náuseas, indicou também a fundação nas redes sociais.
“Quando dizemos hoje que ela está entre a vida e a morte, é a primeira vez que dizemos que há risco de morte. Há um perigo real de morte hoje; precisamos agir antes que seja tarde demais”, insistiu Jonathan Dagher, diretor para o Médio Oriente da Repórteres Sem Fronteiras (RSF), esta terça-feira.
Com a família de Mohammadi a viver na capital francesa, a advogada apelou a Emmanuel Macron que adote uma postura mais firme neste caso.
“Esperamos uma posição firme do presidente. Não acho que seja excessivo” fazer tal pedido, afirmou Chirinne Ardakani.
A ativista iraniana perdeu 20 quilos na prisão, tem dificuldade em falar e está atualmente “irreconhecível” em comparação ao estado anterior a esta última detenção, adiantou a advogada..
Muitos dos apoiantes da ativista têm pedido que ela seja transferida para Teerão para ser tratada por uma equipa médica particular.
Mohammadi está em greve de fome desde fevereiro, em protesto contra as condições em que se encontra encarcerada, tendo já o marido e a Fundação Narges, sediada em Paris, denunciado que as autoridades prisionais a submetem regularmente a espancamentos e outros tipos de tortura.
Laureada com o prémio Nobel da Paz em 2023, Narges Mohammadi foi detida a 12 de dezembro de 2025, enquanto assistia ao funeral do advogado Khosrow Alikordi, que morrera semanas antes em “circunstâncias estranhas”.
A ativista passou a maior parte dos últimos 20 anos de vida atrás das grades, sofreu múltiplos enfartes e foi submetida a uma cirurgia de emergência em 2022.
Foi cinco vezes condenada pela justiça da República Islâmica, até acumular uma pena total de 31 anos de prisão, sobretudo pelo papel desempenhado nos protestos contra o severo código de vestuário das mulheres no Irão, além de outras punições, como flagelação e proibição de viajar.
C/agências