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Enviado dos EUA na Rússia para debater com Putin soluções para a guerra na Ucrânia

Enviado dos EUA na Rússia para debater com Putin soluções para a guerra na Ucrânia

Neste encontro, o enviado dos EUA deverá transmitir ao presidente da Rússia as conclusões da reunião ocorrida na véspera com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Joana Raposo Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto via Reuters

O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o presidente russo, Vladimir Putin, discutem esta quarta-feira em São Petersburgo propostas para pôr fim à guerra na Ucrânia. 

"Não sei se hoje se chegará a algum acordo, mas as conversações sobre o conflito na Ucrânia são, naturalmente, o tema central das discussões", afirmou o assessor do Kremlin, Yury Ushakov, citado pela agência russa de notícias Interfax.

O enviado norte-americano foi recebido no aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo, pelo conselheiro do Kremlin para a cooperação económica internacional, Kirill Dmitriev. Esta manhã, três drones foram abatidos na região de Leninegrado, que circunda São Petersburgo, segundo o governador ⁠Aleksandr Drozdenko.

As conversações acontecem um dia após o encontro de Witkoff com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em Oslo, que um responsável norte-americano descreveu como "construtivas".

No final destas discussões, o líder ucraniano saudou o restabelecimento da partilha de informações com os EUA sobre os ataques com mísseis russos e exigiu um lugar em quaisquer negociações relativas ao futuro do seu país.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou por sua vez que as conversações foram "positivas", com "nada de inesperado".

"Agora, com estas ideias, (Steve Witkoff) poderá ir a São Petersburgo e partilhá-las com a parte russa", declarou.

Zelensky e os seus aliados europeus afirmaram que cabe agora à Rússia responder às propostas acordadas em Oslo, quando Witkoff se encontrar com Putin em São Petersburgo.
Rússia não está disposta a fazer concessões

Vladimir Putin ainda não se pronunciou publicamente sobre os últimos desenvolvimentos, mas o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, afirmou anteriormente que o Kremlin estaria disposto a ouvir o que Wiktoff teria para propor, embora tenha excluído "quaisquer concessões políticas".

As conversações em São Petersburgo ocorrem no final de uma semana de fortes tensões entre a Ucrânia e os Estados Unidos. As relações bilaterais deterioraram-se desde que Donald Trump celebrou com Vladimir Putin um acordo sobre a compra de petróleo russo e criticou Volodymyr Zelensky pelos ataques ucranianos a refinarias na Rússia.

"O senhor Zelensky tem de ter a vontade de pôr fim a esta guerra e, se não for esse o caso, as coisas vão correr muito mal", insistiu na terça-feira o presidente norte-americano.

Na linha da frente, os combates prosseguem sem avanços significativos de nenhuma das partes. Os ataques com drones também continuam e, na terça-feira, as autoridades ucranianas afirmaram que pelo menos dez pessoas foram mortas em vários pontos do país.

c/ agências
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