Epidemia de febre tifóide na África do Sul controlada

A epidemia de febre tifóide que eclodiu esta semana em Delmas, província sul-africana de Mpumalanga, poderá ficar controlada dentro de poucos dias, indicaram hoje as autoridades do sector da Saúde.

Agência LUSA /

Um lençol de água contaminado pela bactéria e-coli, com origem em matérias fecais que se infiltraram na água que alimenta a cidade e arredores, provocou já a hospitalização de muitas dezenas de pessoas, muitas das quais tiveram que ser transferidas para unidades da província vizinha de Gauteng.

O número de pessoas cujas análises confirmaram a infecção com tifóide ascende a 23, embora mais de 500 tenham acorrido a centros de saúde com sintomas mais ou menos agudos de contaminação por e-coli, particularmente diarreia.

Um especialista referiu ser por vezes difícil fazer um diagnóstico seguro de tifóide, por exemplo se o paciente tiver iniciado um tratamento com antibióticos. A medicação pode mascarar a doença por algum tempo, podendo vir a dar resultado positivo em análises subsequentes, explicou Marietjie Shelly, do grupo de hospitais Life Health Care.

As autoridades locais e nacionais começaram, entretanto, a abastecer a cidade e zonas limítrofes com água potável transportada de outras fontes abastecedoras.

Cerca de meio milhão de litros de água foram já transportados para Delmas em camiões-cisterna, quer pela municipalidade próxima de Ekhuruleni quer pela Rand Water, a companhia sul-africana das águas públicas.

Milhares de contentores de diferentes capacidades foram distribuídos pelas populações, enquanto os especialistas estudam as causas da contaminação e formas de resolver o problema.

Mpumalanga é a província que faz fronteira, a leste, com Moçambique, e onde se situam algumas das mais famosas reservas de amimais do país, como o Kruger National Park.

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