Equador mobiliza 10.000 soldados para luta contra gangues de traficantes de droga
O Equador anunciou esta sexta-feira ter destacado 10.000 militares para o combate contra as quadrilhas de traficantes de droga, responsáveis por um aumento da violência no país, numa operação amplamente divulgada.
Localizado entre os dois principais exportadores mundiais de cocaína, a Colômbia e o Peru, o Equador tornou-se o principal porto de partida da droga produzida na região e o país mais violento da América Latina, devido a gangues ligados aos cartéis mexicanos e colombianos.
Para combater este fenómeno, o governo de Daniel Noboa, um dos aliados do presidente americano Donald Trump na América Latina, decidiu reforçar a resposta em termos de segurança.
Entre os 10.000 homens destacados na sexta-feira, centenas de militares das forças especiais desembarcaram na cidade portuária de Guayaquil, um ponto nevrálgico do tráfico, para garantir a segurança da costa, disse à imprensa o general Mario Bedoya.
O ministro da Defesa, Gian Carlo Loffredo, ordenou ao alto comando militar para operar por um período indeterminado a partir desta cidade.
Aviões transportando pessoal militar também foram enviados para Manta, o principal porto de pesca do país, outro centro crítico.
Em meados de dezembro, os Estados Unidos já tinham anunciado o envio de tropas para o Equador para uma "operação temporária" contra o narcotráfico.
Antes considerado um dos países mais seguros da região, o Equador registou em 2025 uma taxa de 52 homicídios por 100.000 habitantes, ou seja, um por hora, segundo o Observatório do Crime Organizado.
O Ministério da Defesa prometeu num comunicado "prisão ou inferno para quem colocar a segurança em perigo".