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Erro descoberto pela IA coloca parte da internet mundial em risco de ciberataque

Erro descoberto pela IA coloca parte da internet mundial em risco de ciberataque

Sites de governos, hospitais e escolas já foram colocados offline para que os especialistas possam atualizar os sistemas de segurança. Primeiros ataques informáticos já foram registados, levando a divisão de cibersegurança da UE e FBI a lançarem alertas.

Guilherme de Sousa / Adicionar como fonte informativa

Vários sites de instituições governamentais, escolas, hospitais por toda a Europa foram colocados “offline” após terem sido detectadas falhas críticas de segurança no PHP, uma linguagem de código que está na base de grande parte da internet.

O erro foi descoberto pela inteligência artificial e já levou a entidade de cibersegurança da União Europeia, a NSA e o FBI a reagirem.

Segundo a Reuters, o CERT-EU, a equipa de resposta à cibersegurança da UE sugeriu às organizações e entidades que coloquem os sites “offline” caso não consigam corrigir as questões de segurança a tempo.

Os programadores do PHP afirmaram que um conjunto de novas atualizações que corrigem duas vulnerabilidades críticas previamente identificadas já se encontrava disponível e encorajaram todos os utilizadores a aplicá-las imediatamente.

Os governos dos Países Baixos, Finlândia, Alemanha, Bélgica e França foram alguns que seguiram estas recomendações, interrompendo o tráfego dos sites governamentais. No Reino Unido, sites do governo escocês e da BBC também foram afetados. 

Nos EUA, a OpenAI, proprietária do Chat-GPT, considera que o erro descoberto por modelos de inteligência artificial “é uma das vulnerabilidades com maior impacto dos últimos tempos".


 

A Cloudflare, uma das gigantes tecnológicas de infraestrutura e segurança online, refere que já começou a registar os primeiros ataques informáticos que exploram a vulnerabilidade exposta pelo erro de PHP.



 
A divisão de cibersegurança do FBI e a Agência de Segurança dos EUA (NSA, na sigla em inglês) já deixaram também recomendações, alertando para o risco para a violação de dados e de redes internas.


(C/Agências)

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