Mundo
Escândalo Epstein. Detido o embaixador Peter Mandelson
O anúncio é da polícia londrina. Mandelson, que foi embaixador britânico nos Estados Unidos e cujo nome foi envolvido no caso Epstein, acaba de ser detido.
A polícia britânica anunciou, na tarde desta segunda-feira, que prendeu "um homem de 72 anos sob suspeita de má conduta em cargo público". Trata-se de Peter Mandelson, que terá sido levado da própria casa.
A detenção está relacionada com o caso Epstein e com ficheiros divulgados pela Administração norte-americana. Numa nota divulgada pelas autoridades, "ocorre na sequência de mandados de busca e apreensão cumpridos em dois endereços nas áreas de Wiltshire e Camden".
A detenção está relacionada com o caso Epstein e com ficheiros divulgados pela Administração norte-americana. Numa nota divulgada pelas autoridades, "ocorre na sequência de mandados de busca e apreensão cumpridos em dois endereços nas áreas de Wiltshire e Camden".
O antigo embaixador britânico nos Estados Unidos foi detido para interrogatório, adianda a mesma nota, dias depois de o ex-príncipe André ter sido detido pela polícia.
Mandelsson foi detido em Camdem e conduzido a uma esquadra de Londres. Foram ainda efetuadas buscas em duas moradas do ex-embaixador.
Peter Mandelsson, amigo de Jeffrey Epstein, negou sempre qualquer atividade indevida. Mas há indícios de que terá recebido dinheiro do empresário norte-americano e acedido e tornados públicos documentos sigilosos do Governo do Reino Unido.
Peter Mandelsson, amigo de Jeffrey Epstein, negou sempre qualquer atividade indevida. Mas há indícios de que terá recebido dinheiro do empresário norte-americano e acedido e tornados públicos documentos sigilosos do Governo do Reino Unido.
No início do mês, a polícia inglesa abriu uma investigação criminal a Mandelson, depois de o Governo do primeiro-ministro Keir Starmer ter remetido às autoridades comunicações trocadas entre o antigo embaixador e Epstein.
A investigação está ligada a documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre Epstein, que contêm emails e documentos financeiros relacionando Mandelson ao gestor de fundos norte-americano condenado por agressão sexual de rapariga menor.
Entre os tais documentos, aparecem emails que indicariam que Mandelson teria reencaminhado informações confidenciais e potencialmente capazes de influenciar os mercados financeiros ao amigo em 2009, quando era ministro da Economia. Os documentos também incluem registos de transferências de cerca de 75 mil dólares (64 mil euros), entre 2003 e 2004, de contas associadas a Epstein para contas ligadas a Mandelson ou ao marido, Reinaldo Ávila da Silva.
Entre os tais documentos, aparecem emails que indicariam que Mandelson teria reencaminhado informações confidenciais e potencialmente capazes de influenciar os mercados financeiros ao amigo em 2009, quando era ministro da Economia. Os documentos também incluem registos de transferências de cerca de 75 mil dólares (64 mil euros), entre 2003 e 2004, de contas associadas a Epstein para contas ligadas a Mandelson ou ao marido, Reinaldo Ávila da Silva.
Peter Mandelson renunciou há semanas ao cargo enquanto membro do Partido Trabalhista do Reino Unido, na sequência da divulgação de novos ficheiros do caso Epstein que ligam, mais uma vez, o ex-ministro ao abusador sexual norte-americano.
O antigo político questionou, na altura, a autenticidade dos extratos e afirmou não se lembrar de ter recebido tais valores e negou ter cometido qualquer irregularidade.
Em setembro de 2025, Mandelson foi demitido de embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, depois de surgirem provas de que manteve contato com Epstein após a condenação.
O Governo indicou que pretende publicar documentos do processo de recrutamento no início de março.
Em setembro de 2025, Mandelson foi demitido de embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, depois de surgirem provas de que manteve contato com Epstein após a condenação.
O Governo indicou que pretende publicar documentos do processo de recrutamento no início de março.
C/agências