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Espanha. Governo promete referendo para maior autonomia na Catalunha

Espanha. Governo promete referendo para maior autonomia na Catalunha

O primeiro-ministro espanhol admitiu um referendo sobre o aumento da autonomia da Catalunha. “É um referendo para a autonomia, mas não para a autodeterminação”, sublinhou Pedro Sánchez, que ainda não tem data para a ida às urnas. Pedro Sánchez garante que não vai abandonar as comissões bilaterais com o presidente catalão.

RTP /
Pedro Sanchéz assumiu como mote “lei e diálogo”, nos esforços para resolver o conflito na Catalunha Juan Carlos Ulate - Reuters

“A Catalunha tem atualmente um estatuto que não votou, tem portanto um problema político”, afirmou o primeiro-ministro espanhol, que em junho iniciou o diálogo com o novo presidente catalão Quim Torra, defensor da independência da região.

Em entrevista à rádio Cadena Ser, Pedro Sánchez acrescenta que “o que está em jogo na Catalunha agora não é a independência mas a coexistência”.

Segundo Pedro Sánchez, primeiro é preciso “assentar as bases para um diálogo institucional” na Catalunha e partilhou responsabilidades no conflito catalão. "A outra parte tem que ter vontade de não repetir os erros do outono de 2017 e o Governo de Espanha mostra a sua vontade de dialogar e de não nos levantaremos da mesa", explica.

Pedro Sánchez afirmou ainda que a proposta do Governo que lidera para a Catalunha está centrada em três eixos: autogoverno, Constituição e Europa. Além disso, Sánchez anunciou a intenção de realizar o Conselho de Ministros na Catalunha e na Andaluzia, em outubro novembro.

O governante defendeu ainda a vontade de “acabar com a dinâmica de bloqueios na Catalunha” e apelou a “mais responsabilidade” na região. “Não faz sentido que o Parlamento da Catalunha continue fechado no mês de setembro”, lamentou.

O anúncio da possibilidade de referendar um autogoverno não vem de todo ao encontro das expectativas do governo catalão, que insiste num referendo para a autodeterminação. Esta pretensão é totalmente rejeitada por Madrid.

O último estatuto da Catalunha, adotado em 2006, concedia mais autonomia à região e o título de “nação”. Tinha recebido 73 por cento dos votos, durante o governo socialista de José Luis Rodriguez Zapatero.

No entanto, em 2010, o Tribunal Constitucional anulou parte do acordo, o que levou ao aumento dos clamores por independência na região com 7.5 milhões de habitantes.

Em outubro de 2017, o antigo presidente Carles Puigdemont levou a cabo um referendo para a autodeterminação da Catalunha, apesar da proibição do Governo liderado por Mariano Rajoy. No final do mês, o parlamento catalão proclamou a independência. Em retaliação, Madrid destituiu os líderes catalães e acusou Carles Puigdemont de rebelião. O atual presidente Quim Torra é um discípulo de Carles Puigdemont.
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