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Espanha realiza os primeiros funerais das vítimas do acidente ferroviário
A imprensa espanhola revela que as falhas de segurança são recorrentes no sistema ferroviário. Há registo de 170 falhas só este ano.
Foto: Violeta Santos Moura - Reuters
O balanço oficial de vítimas continua a registar 69 mortes, entre as quais a de um cidadão português, mas há ainda outras 67 pessoas desaparecidas e 39 hospitalizadas.
Segundo as contas do jornal El País, o sistema de segurança registou 170 falhas apenas este ano - uma a cada dois dias.
Em apenas nove meses, dois acidentes mortais fizeram mais de uma centena de vítimas. Os números abalam a reputação de uma rede ferroviária considerada, durante décadas, uma forma de viajar rápida e segura para os espanhóis.
Enquanto a vida volta à normalidade, Espanha assiste aos funerais das primeiras vítimas. Fátima Báñez, antiga ministra do Trabalho e Segurança Social, foi enterrada em Huelva.
As autoridades espanholas continuam a investigar as causas do acidente, depois de inicialmente terem apontado uma falha humana no centro de gestão de tráfego ferroviário.