Especialistas portugueses ajudam grupo de trabalho sobre semipresidencialismo no Brasil

O coordenador do Grupo de Trabalho da Câmara dos Deputados do Brasil destinado a estudar o sistema de governo semipresidencialista disse à Lusa que especialistas portugueses estão a ajudar os parlamentares nesta discussão.

Lusa /

Marina Costa Lobo, investigadora Principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e o professor universidade de Coimbra José Joaquim Gomes Canotilho são alguns dos portugueses que vão apoiar através das suas especializações o Grupo de Trabalho, detalhou à Lusa Samuel Moreira.

Para além disso, há um peso pesado na política portuguesa que na semana passada se disponibilizou a partilhar o historial português: O presidente da Assembleia Legislativa, Augusto Santos Silva.

Uma ajuda, disse Samuel Moreira, que é vista com muitos bons olhos dado que Portugal utiliza este sistema desde a segunda metade da década de 70.

Na semana passada, o presidente da Assembleia da República afirmou à Lusa que Portugal pode partilhar a experiência do semipresidencialismo com o Brasil, numa altura em que o país criou um grupo para estudar a implementação deste sistema.

"Visto que a câmara de deputados acompanha os debates em curso na sociedade e na elite política brasileira sobre eventual evolução do regime político brasileiro no sentido mais semipresidencialista (...) evidentemente que Portugal não tem opinião nessa matéria, mas Portugal pode dar o seu próprio testemunho" disse, em Brasília, Augusto Santos Silva.

O responsável português esteve reunido de manhã com o presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Arthur Lira, sendo que o grupo de trabalho deste órgão para estudar a possibilidade do país adotar o sistema semipresidencialista foi um dos temas abordados.

"A nossa experiência teremos todo gosto em partilhá-la com o Brasil", frisou Augusto Santos Silva, à margem das comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa, na embaixada portuguesa em Brasília.

"Porque nós começámos depois do 25 de Abril com um regime de forte pendor semipresidencialista - o Governo dependia ao mesmo tempo do parlamento e do Presidente da República -- depois evoluímos um pouco para acentuar o pendor parlamentarista do nosso regime", explicou.

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