Mundo
Estados Unidos avançam com saída da OMS
Os Estados Unidos da América devem sair oficialmente da Organização Mundial da Saúde (OMS) esta quinta-feira, violando a exigência de pagamento de 260 milhões de dólares em taxas à entidade.
Donald Trump anunciou a saída dos Estados Unidos da OMS no primeiro dia de mandato, em 2025. Apesar da chamada de atenção para que não comprometam a saúde nacional e global, os EUA mantêm-se inflexíveis quanto à decisão de abandonar a organização.
Cumprido um ano, período de tempo exigido antes da oficialização, os norte-americanos devem formalizar esta quinta-feira a situação. A OMS pode, no entanto, não aceitar a decisão, devido à dívida pendente de Washington de 260 milhões de dólares, referente a 2024 e 2025.
O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano justifica incumprimento da lei e acusa a OMS de ter dificuldades em conter, gerir e partilhar informações, falhas que custaram triliões de dólares aos Estados Unidos.
"O povo americano pagou mais do que o suficiente para esta organização e este impacto económico vai para além do pagamento inicial de quaisquer obrigações financeiras para com a organização", explicou por e-mail à Reuters.
"Esta é uma clara violação da lei dos EUA, mas é altamente provável que Trump se safe”, comentou Lawrence Gostin, diretor do Instituto O'Neill para a Lei Global de Saúde da Universidade de Georgetown, em Washington.
Em contrapartida, a OMS pode vir a enfrentar uma crise orçamentária e vai continuar a fazer cortes de pessoal, devido ao fim do vínculo com os Estados Unidos, até então o maior financiador (18 por cento do todo o financiamento) da Organização Mundial de Saúde.
“A saída dos EUA da OMS pode enfraquecer os sistemas e as colaborações dos quais o mundo depende para detetar, prevenir e responder a ameaças à saúde”, explicou Kelly Henning, líder do programa de saúde pública da Bloomberg Philanthropies.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, foi o último a apelar publicamente a que Donald Trump repensasse a sua decisão, no início deste mês de janeiro: “Espero que os EUA reconsiderem e voltem à OMS, é uma perda para todos”.
À Reuters, Bill Gates, financiador de iniciativas da OMS, confirmou que não acredita que os Estados Unidos reconsiderem a escolha de abandonar a organização. Independentemente do desfecho, a rutura marca o início de uma era de incertezas na saúde pública global.
A discussão entre os estados-membros da organização deverá acontecer no conselho executivo da OMS, em fevereiro deste ano, de forma a repensar o planeamento futuro.
Cumprido um ano, período de tempo exigido antes da oficialização, os norte-americanos devem formalizar esta quinta-feira a situação. A OMS pode, no entanto, não aceitar a decisão, devido à dívida pendente de Washington de 260 milhões de dólares, referente a 2024 e 2025.
O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano justifica incumprimento da lei e acusa a OMS de ter dificuldades em conter, gerir e partilhar informações, falhas que custaram triliões de dólares aos Estados Unidos.
"O povo americano pagou mais do que o suficiente para esta organização e este impacto económico vai para além do pagamento inicial de quaisquer obrigações financeiras para com a organização", explicou por e-mail à Reuters.
"Esta é uma clara violação da lei dos EUA, mas é altamente provável que Trump se safe”, comentou Lawrence Gostin, diretor do Instituto O'Neill para a Lei Global de Saúde da Universidade de Georgetown, em Washington.
Em contrapartida, a OMS pode vir a enfrentar uma crise orçamentária e vai continuar a fazer cortes de pessoal, devido ao fim do vínculo com os Estados Unidos, até então o maior financiador (18 por cento do todo o financiamento) da Organização Mundial de Saúde.
“A saída dos EUA da OMS pode enfraquecer os sistemas e as colaborações dos quais o mundo depende para detetar, prevenir e responder a ameaças à saúde”, explicou Kelly Henning, líder do programa de saúde pública da Bloomberg Philanthropies.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, foi o último a apelar publicamente a que Donald Trump repensasse a sua decisão, no início deste mês de janeiro: “Espero que os EUA reconsiderem e voltem à OMS, é uma perda para todos”.
À Reuters, Bill Gates, financiador de iniciativas da OMS, confirmou que não acredita que os Estados Unidos reconsiderem a escolha de abandonar a organização. Independentemente do desfecho, a rutura marca o início de uma era de incertezas na saúde pública global.
A discussão entre os estados-membros da organização deverá acontecer no conselho executivo da OMS, em fevereiro deste ano, de forma a repensar o planeamento futuro.