EUA procuram parceiros asiáticos para construir gasoduto no Alasca

A Administração de Donald Trump quer atrair parceiros asiáticos para reavivar um controverso projeto de gasoduto de 44 mil milhões de dólares (38,7 mil milhões de euros) no Alasca, uma das promessas da política energética do líder norte-americano.

Lusa /
Uma parceria entre os EUA e países asiáticos pode viabilizar um gasoduto no Alasca EPA

"O que o projeto realmente precisa é de acordos operacionais de longo prazo", disse o secretário da Energia, Chris Wright, numa conferência de imprensa em Anchorage, que foi transmitida "online".

Chris Wright, que se apresentou ao lado do secretário do Interior Doug Burgum, deu as boas-vindas a delegações oficiais do Japão, da Coreia do Sul e de Taiwan a uma "Conferência sobre Energia Sustentável", cujo objetivo é aliciar estes países a "comprar gás natural do Alasca".

Este projeto de gasoduto prevê o transporte de gás extraído do norte do Alasca ao longo de 1.300 quilómetros até um porto no sul do Estado norte-americano, onde seria transformado em gás natural liquefeito (GNL) e daí exportado por navio para a Ásia.

Há anos que dirigentes estaduais do Alasca sonham com este projeto, mas os problemas de custos e de viabilidade económica têm impedido o seu avanço.

As negociações tarifárias em curso entre os Estados Unidos e os países asiáticos têm sido vistas como uma possível alavanca para a Administração Trump garantir o investimento.

"Penso que os patrocinadores do projeto estão abertos ao coinvestimento, se as pessoas o quiserem, mas não é necessário para que o projeto avance", garantiu Chris Wright.

O responsável referiu ainda a possibilidade de recurso a "capital privado", nomeadamente proveniente dos parceiros do Médio Oriente.

No início deste ano, Donald Trump disse que o Japão e a Coreia do Sul estavam a considerar trabalhar com os Estados Unidos para construir o gasoduto.

 

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