Mundo
Guerra na Ucrânia
"Estamos a ficar sem forças". Mulheres e crianças na siderurgia Azovstal imploram por ajuda
As instalações da siderurgia Azovstal, na cidade sitiada de Mariupol, continuam cercadas por forças russas. No interior, mulheres e crianças ucranianas dizem estar a "ficar sem forças" e pedem para ser retiradas com a maior urgência.
Um vídeo gravado na quinta-feira no interior da siderurgia está agora a circular pelas redes sociais, revelando os relatos de mulheres e crianças que vivem há semanas nos túneis do complexo. Segundo as mulheres, são 15 os menores que lá se encontram, desde bebés a adolescentes.
Famílias inteiras, civis sozinhos e trabalhadores da siderurgia estão juntos nestes túneis enquanto aguardam ordens para abandonarem as instalações, cercadas pelos militares enviados por Moscovo.
O vídeo mostra várias crianças, uma delas aparentemente a fazer trabalhos escolares, rodeadas por roupas e camas improvisadas. Um dos meninos diz estar “desesperado para voltar a ver a luz do sol e para respirar ar fresco” depois de semanas a viver numa masmorra.
Uma das mulheres conta, por sua vez, que está há 50 dias a viver no subsolo – praticamente desde o início da invasão russa da Ucrânia. Outras dizem ter-se refugiado na fábrica de Azovstal em março, altura em que militares começaram a bombardear as habitações de civis com mais intensidade.
Outra das vítimas da agressão russa relata que a comida e água estão quase a terminar, havendo já pessoas “à beira da fome”. “Todos os mantimentos que trouxemos connosco estão a acabar. Em breve não teremos sequer comida para as crianças”, lamenta no vídeo.
“Estamos aqui e precisamos de ajuda. Estamos no epicentro dos eventos e não conseguimos escapar. A minha criança precisa de ser retirada para uma área segura, e as outras também. Imploramos por garantias de segurança para os nossos filhos”, apelou a mulher.
Famílias inteiras, civis sozinhos e trabalhadores da siderurgia estão juntos nestes túneis enquanto aguardam ordens para abandonarem as instalações, cercadas pelos militares enviados por Moscovo.
O vídeo mostra várias crianças, uma delas aparentemente a fazer trabalhos escolares, rodeadas por roupas e camas improvisadas. Um dos meninos diz estar “desesperado para voltar a ver a luz do sol e para respirar ar fresco” depois de semanas a viver numa masmorra.
Uma das mulheres conta, por sua vez, que está há 50 dias a viver no subsolo – praticamente desde o início da invasão russa da Ucrânia. Outras dizem ter-se refugiado na fábrica de Azovstal em março, altura em que militares começaram a bombardear as habitações de civis com mais intensidade.
Outra das vítimas da agressão russa relata que a comida e água estão quase a terminar, havendo já pessoas “à beira da fome”. “Todos os mantimentos que trouxemos connosco estão a acabar. Em breve não teremos sequer comida para as crianças”, lamenta no vídeo.
“Estamos aqui e precisamos de ajuda. Estamos no epicentro dos eventos e não conseguimos escapar. A minha criança precisa de ser retirada para uma área segura, e as outras também. Imploramos por garantias de segurança para os nossos filhos”, apelou a mulher.
Nos túneis desta siderurgia estão também idosos, outra população vulnerável. “Estamos preocupados com as vidas das crianças, mas também dos nossos pais idosos que precisam de cuidados médicos. Eles estão a ficar sem forças e sem vida. Não há um único dia sem bombardeamentos. Têm medo até de ir à casa de banho”, ouve-se no mesmo relato.
Kiev entregou armas a Batalhão Azov durante a madrugada
Foi na semana passada que Moscovo anunciou ter tomado a cidade portuária de Mariupol, garantindo que o único local onde permanecia a resistência ucraniana era a siderurgia de Azovstal. Desde então, o Governo ucraniano tem procurado estabelecer um corredor humanitário para permitir a retirada dos civis que estavam escondidos na fábrica.
Em Azovstal continua também parte do Batalhão Azov, uma milícia paramilitar que desde 2014 luta contra as forças separatistas na região do Donbass. Foram estes homens que gravaram o vídeo agora divulgado.
As forças ucranianas fora de Mariupol conseguiram, durante a escuridão da madrugada, entregar armas aos soldados em Azovstal por helicóptero, anunciou o secretário do Conselho de Defesa e Segurança Nacional. “Estamos numa situação difícil, mas o nosso exército está a defender o país”, assegurou Oleksiy Danilov.
Na quarta-feira, cerca de 80 civis escaparam de Mariupol em quatro autocarros, mas a missão de evacuação da cidade tem sido dificultada pelos constantes bombardeamentos da Rússia. Kiev denuncia ainda que Moscovo retirou à força 40 mil habitantes e os levou para território russo.
Na quarta-feira, cerca de 80 civis escaparam de Mariupol em quatro autocarros, mas a missão de evacuação da cidade tem sido dificultada pelos constantes bombardeamentos da Rússia. Kiev denuncia ainda que Moscovo retirou à força 40 mil habitantes e os levou para território russo.