Mundo
Estudantes massacrados na Nigéria
Os assassinos chamaram pelo nome as vítimas antes de disparar sobre elas ou as esfaquearem, declarou um porta-voz da polícia nigeriana. O ataque às residências estudantis de um instituto politécnico no nordeste da Nigéria, deixou pelo menos 27 mortos.
"Os assaltantes conheciam os seus alvos", declarou o porta-voz da polícia, Mohammed Ibrahim, citado pela Agência France Press. "Chamaram as vítimas pelos seus nomes em cada casa onde entraram e, mal elas se identificavam, eram mortas", acrescentou, sublinhando que algumas das vítimas foram degoladas.
"Outros 15 feridos foram transportados para os hospital e a polícia controla agora a zona", afirmou sob anonimato um responsável da cidade de Mubi onde se deu o tiroteio.
Ao telefone uma fonte declarou que o ataque se deu na noite de segunda-feira no Colégio Politécnico Federal Mubi, do estado de Adamawa, que se manteve encerrada terça-feira.
Um dos estudantes do Politécnico afirmou que os atacantes invadiram os alojamentos dos alunos que ficam fora do campus, entre as 22h00 de segunda-feira e as 03h00 da madrugada de terça.
Boko Haram suspeita
Este foi o segundo ataque do género nos últimos dias. Três estudantes foram assassinados no sábado frente a um campus universitário a 160 Km de distância na cidade de Maiduguri, centro espiritual da seita islamita Boko Haram,a qual considera "sacrílega" a educação ocidental e pretende criar um estado próprio sob a lei da sharia. A seita recorre à violência e a atentados, sobretudo contra cristãos e contra as autoridades.
Boko Haram poderá também ser responsável pelo ataque em Mubi ou ter inspirado os assaltantes. "Suspeitamos que a crise de Mubi tenha sido alimentada por política universitária após uma eleição no colégio", afirmou um porta-voz da Agência Nacional de Emergência. Algumas associações estudantis nigerianas têm apelado à violência para exercer o poder.
Yushau Shuaib recordou uma advertência encontrada recentemente, colada na parede de um dormitório de raparigas, que ordenava às autoridades para evacuarem a universidade e que se acredita tenha sido colocada por partidários de Boko Haram.
"Outros 15 feridos foram transportados para os hospital e a polícia controla agora a zona", afirmou sob anonimato um responsável da cidade de Mubi onde se deu o tiroteio.
Ao telefone uma fonte declarou que o ataque se deu na noite de segunda-feira no Colégio Politécnico Federal Mubi, do estado de Adamawa, que se manteve encerrada terça-feira.
Um dos estudantes do Politécnico afirmou que os atacantes invadiram os alojamentos dos alunos que ficam fora do campus, entre as 22h00 de segunda-feira e as 03h00 da madrugada de terça.
Boko Haram suspeita
Este foi o segundo ataque do género nos últimos dias. Três estudantes foram assassinados no sábado frente a um campus universitário a 160 Km de distância na cidade de Maiduguri, centro espiritual da seita islamita Boko Haram,a qual considera "sacrílega" a educação ocidental e pretende criar um estado próprio sob a lei da sharia. A seita recorre à violência e a atentados, sobretudo contra cristãos e contra as autoridades.
Boko Haram poderá também ser responsável pelo ataque em Mubi ou ter inspirado os assaltantes. "Suspeitamos que a crise de Mubi tenha sido alimentada por política universitária após uma eleição no colégio", afirmou um porta-voz da Agência Nacional de Emergência. Algumas associações estudantis nigerianas têm apelado à violência para exercer o poder.
Yushau Shuaib recordou uma advertência encontrada recentemente, colada na parede de um dormitório de raparigas, que ordenava às autoridades para evacuarem a universidade e que se acredita tenha sido colocada por partidários de Boko Haram.