Mundo
EUA aprovam tratamento revolucionário para o cancro do pâncreas
A Food and Drug Administration (FDA) anunciou, esta quarta-feira, a aprovação de um tratamento promissor para o cancro do pâncreas.
Embora não seja uma cura, este tratamento está a gerar grande entusiamo na comunidade médica por ser o primeiro avanço significativo contra este cancro, que é um dos mais letais.
“A autorização de hoje oferece uma nova opção vital para os doentes que enfrentam um cancro muito grave e historicamente difícil de tratar”, disse Kyle Diamantas, chefe interino da FDA, em comunicado.
Desenvolvido pela startup americana Revolution Medicines, o medicamento chama-se Rasonque e estará disponível em comprimidos para doentes que sofram de uma forma agressiva, mas comum, de cancro do pâncreas.
O comprimido é de uso diário e destina-se a doentes que já receberam tratamento prévio ou que não podem receber quimioterapia combinada.
Utilizando uma nova molécula chamada daraxonrasib, este tratamento demonstrou ser muito mais eficaz do que a quimioterapia no seu ensaio clínico. O medicamento foi desenvolvido para bloquear diversas formas da proteína RAS, que contribui para o crescimento tumoral em muitos tipos de cancro do pâncreas.
Metade dos doentes que recebeu o fármaco sobreviveu 13,2 meses, o dobro do tempo do grupo que fez quimioterapia. Para além disso, o risco de morte diminuiu 60 por cento.
"Para os doentes e famílias que enfrentam o cancro pancreático metastático, esta aprovação representa um avanço há muito esperado e merecido", disse Brian Wolpin, diretor do Centro da Família Hale para a Investigação do Cancro Pancreático do Instituto de Cancro Dana-Farber.
A Revolution informou que o medicamento já está disponível nos EUA por 39.800 dólares para um fornecimento de 30 dias.
A longo prazo, os analistas estimam que o medicamento possa gerar 11,5 mil milhões de dólares em vendas anuais.
De acordo com o National Cancer Institute, aproximadamente 90 a 95 por cento dos 67.000 novos casos de cancro do pâncreas diagnosticados anualmente nos Estados Unidos são adenocarcinomas pancreáticos. Apesar de representar cerca de 3,2 por cento de todos os diagnósticos de cancros, o adenocarcinoma pancreático é responsável por uma parcela desproporcionalmente alta das mortes por cancro, devido ao disgnóstico tipicamente tardio, à agressividade da doença e às opções de tratamento limitadas.
c/agências
“A autorização de hoje oferece uma nova opção vital para os doentes que enfrentam um cancro muito grave e historicamente difícil de tratar”, disse Kyle Diamantas, chefe interino da FDA, em comunicado.
Desenvolvido pela startup americana Revolution Medicines, o medicamento chama-se Rasonque e estará disponível em comprimidos para doentes que sofram de uma forma agressiva, mas comum, de cancro do pâncreas.
O comprimido é de uso diário e destina-se a doentes que já receberam tratamento prévio ou que não podem receber quimioterapia combinada.
Utilizando uma nova molécula chamada daraxonrasib, este tratamento demonstrou ser muito mais eficaz do que a quimioterapia no seu ensaio clínico. O medicamento foi desenvolvido para bloquear diversas formas da proteína RAS, que contribui para o crescimento tumoral em muitos tipos de cancro do pâncreas.
Metade dos doentes que recebeu o fármaco sobreviveu 13,2 meses, o dobro do tempo do grupo que fez quimioterapia. Para além disso, o risco de morte diminuiu 60 por cento.
"Para os doentes e famílias que enfrentam o cancro pancreático metastático, esta aprovação representa um avanço há muito esperado e merecido", disse Brian Wolpin, diretor do Centro da Família Hale para a Investigação do Cancro Pancreático do Instituto de Cancro Dana-Farber.
A Revolution informou que o medicamento já está disponível nos EUA por 39.800 dólares para um fornecimento de 30 dias.
A longo prazo, os analistas estimam que o medicamento possa gerar 11,5 mil milhões de dólares em vendas anuais.
De acordo com o National Cancer Institute, aproximadamente 90 a 95 por cento dos 67.000 novos casos de cancro do pâncreas diagnosticados anualmente nos Estados Unidos são adenocarcinomas pancreáticos. Apesar de representar cerca de 3,2 por cento de todos os diagnósticos de cancros, o adenocarcinoma pancreático é responsável por uma parcela desproporcionalmente alta das mortes por cancro, devido ao disgnóstico tipicamente tardio, à agressividade da doença e às opções de tratamento limitadas.
c/agências