Mundo
EUA bloqueiam venda de armas israelitas à Nigéria
Washington bloqueou a transação devido a preocupações de que o governo nigeriano não fez o suficiente para evitar as vítimas civis na guerra contra o Boko Haram.
Os Estados Unidos decidiram assim bloquear a venda de helicópteros militares fabricados nos EUA, por Israel, para o governo da Nigéria, para a sua luta contra o Boko Haram.
“A transferência dessas aeronaves requer uma revisão”, disse fonte oficial da administração Obama ao The Jerusalem Post, a fim de determinar a sua "coerência com os interesses da política dos Estados Unidos."
"Venda foi interrompida por alegações infundadas"
De acordo com um relatório publicado inicialmente no diário nigeriano local This Day, fonte do governo da Nigéria acredita que a venda foi interrompida por causa de "alegações infundadas de violações dos direitos humanos por parte das nossas tropas."
Isto acontece, diz a mesma fonte, "depois de o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ter, inicialmente, aprovado a compra".
Autoridades norte-americanas dizem ainda ao Jerusalem Post que as transferências devem ser consistentes com uma diretiva política, revista pelo presidente Barack Obama, em janeiro, que apresenta os critérios para a venda de armas convencionais.
A política de transferências dos Estados Unidos exige, incluindo os aviões da Boeing, levar em conta "o risco de que uma mudança significativa na situação política ou a segurança do país beneficiário, podendo levar a inadequada utilização final" das armas.
"A ideologia do Estado Islâmico, da Al Qaeda ou Boko Haram vai murchar e morrer se for constantemente denunciada, confrontada e refutada à luz do dia", disse Obama no seu discurso na Assembleia Geral da ONU.
"É hora de se rejeitarem conflitos sectários"
“É hora de líderes políticos, cívicos e religiosos rejeitarem conflitos sectários. Então sejamos claros: esta é uma luta que ninguém está a ganhar”, disse Obama.
Boko Haram ganhou notoriedade em todo o mundo depois de, em abril do ano passado, 276 estudantes de uma escola terem sido sequestradas por militantes do grupo extremista.
A ajuda dos EUA para a Nigéria tem a intenção de "profissionalizar a resposta das suas forças de segurança, inclusive para responder ao crime e ao terrorismo", disseram as autoridades americanas, citadas pelo Jerusalem Post.
As leis israelitas, relativas à exportação de armas, são menos restritivas do que nos Estados Unidos. “Israel é, no entanto, um membro do Registro das Nações Unidas de Armas Convencionais e, em 2009, informou que se abstém de transferências, onde há risco iminente de que as armas possam ser desviadas internamente, ou cair nas mãos de terroristas”.
De acordo com “a diretriz de política dos EUA, designada Política de Transferência de Armas Convencional, a tentativa de venda pelo governo de Netanyahu também pode afetar futuras vendas de armas dos EUA a Israel”, avança o The Jerusalem Post.
Os Estados Unidos continuam empenhados em ajudar a combater a organização terrorista Boko Haram. "Estamos a colaborar com o governo nigeriano em todos os níveis para identificar áreas de cooperação no combate ao terrorismo", disse uma fonte oficial.
“A transferência dessas aeronaves requer uma revisão”, disse fonte oficial da administração Obama ao The Jerusalem Post, a fim de determinar a sua "coerência com os interesses da política dos Estados Unidos."
"Venda foi interrompida por alegações infundadas"
De acordo com um relatório publicado inicialmente no diário nigeriano local This Day, fonte do governo da Nigéria acredita que a venda foi interrompida por causa de "alegações infundadas de violações dos direitos humanos por parte das nossas tropas."
Isto acontece, diz a mesma fonte, "depois de o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ter, inicialmente, aprovado a compra".
Autoridades norte-americanas dizem ainda ao Jerusalem Post que as transferências devem ser consistentes com uma diretiva política, revista pelo presidente Barack Obama, em janeiro, que apresenta os critérios para a venda de armas convencionais.
A política de transferências dos Estados Unidos exige, incluindo os aviões da Boeing, levar em conta "o risco de que uma mudança significativa na situação política ou a segurança do país beneficiário, podendo levar a inadequada utilização final" das armas.
"A ideologia do Estado Islâmico, da Al Qaeda ou Boko Haram vai murchar e morrer se for constantemente denunciada, confrontada e refutada à luz do dia", disse Obama no seu discurso na Assembleia Geral da ONU.
"É hora de se rejeitarem conflitos sectários"
“É hora de líderes políticos, cívicos e religiosos rejeitarem conflitos sectários. Então sejamos claros: esta é uma luta que ninguém está a ganhar”, disse Obama.
Boko Haram ganhou notoriedade em todo o mundo depois de, em abril do ano passado, 276 estudantes de uma escola terem sido sequestradas por militantes do grupo extremista.
A ajuda dos EUA para a Nigéria tem a intenção de "profissionalizar a resposta das suas forças de segurança, inclusive para responder ao crime e ao terrorismo", disseram as autoridades americanas, citadas pelo Jerusalem Post.
As leis israelitas, relativas à exportação de armas, são menos restritivas do que nos Estados Unidos. “Israel é, no entanto, um membro do Registro das Nações Unidas de Armas Convencionais e, em 2009, informou que se abstém de transferências, onde há risco iminente de que as armas possam ser desviadas internamente, ou cair nas mãos de terroristas”.
De acordo com “a diretriz de política dos EUA, designada Política de Transferência de Armas Convencional, a tentativa de venda pelo governo de Netanyahu também pode afetar futuras vendas de armas dos EUA a Israel”, avança o The Jerusalem Post.
Os Estados Unidos continuam empenhados em ajudar a combater a organização terrorista Boko Haram. "Estamos a colaborar com o governo nigeriano em todos os níveis para identificar áreas de cooperação no combate ao terrorismo", disse uma fonte oficial.