EUA desmentem Macron e mantêm intenção de retirar tropas da Síria

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A ofensiva tripartida contra a Síria consistiu em três ataques, com uma centena de mísseis, contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas
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As tropas norte-americanas na Síria devem regressar o "mais rápido possível" aos Estados Unidos. O esclarecimento da Casa Branca foi realizado na última noite, poucas horas depois de o Presidente francês ter alegado que convenceu Donald Trump a permanecer na Síria.

Apesar da iniciativa militar da madrugada de sábado, nada mudou. A garantia é deixada pela Casa Branca que dá conta de que a Administração norte-americana mantém a intenção de retirar as tropas que se encontram na Síria.

"A missão dos EUA não mudou e o Presidente Donald Trump deixou claro que as tropas devem regressar o quanto antes", disse a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, em comunicado.

O comunicado surgiu horas depois de o Presidente francês ter afirmado que tinha convencido o homólogo dos Estados Unidos "a permanecer" na Síria, na sequência dos ataques dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido na madrugada de sábado.

"Há dez dias, o Presidente Trump dizia que os Estados Unidos admitiam a hipótese de se descomprometerem com a Síria, mas convencemo-lo que era necessário permanecer", declarou Emmanuel Macron, numa entrevista transmitida à BFMTV e ao site Mediapart.


No comunicado divulgado, a Casa Branca disse estar "determinada a esmagar completamente" o grupo extremista Estado Islâmico e a criar condições que "impeçam o seu regresso".

"Além disso, esperamos que os nossos aliados e parceiros regionais assumam mais responsabilidade, tanto militar quanto financeira, de forma a garantir a região", acrescentou a porta-voz da Casa Branca.
"Muito em breve"
O comunicado da Administração norte-americana responde a uma das dúvidas que pairava nas últimas horas. No fim de março, Donald Trump anunciou durante um comício que os militares norte-americanos iriam sair “muito em breve” da Síria, sem avançar mais detalhes.

Esta declaração tinha sido feita antes do presumível ataque químico de Douma, que terá sido realizado no fim de semana de 7 de abril. Paris, Washington e Londres responsabilizam Moscovo e Damasco pelo ataque. A Rússia e a Síria desmentem.

Neste jogo de acusações, as potências ocidentais decidiram responder militarmente na madrugada do passado sábado por meio de uma série de ataques com mísseis contra alvos associados à produção de armamento químico na Síria.

A ofensiva consistiu em três ataques, com uma centena de mísseis, contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas, afirmam os três países. O Presidente dos Estados Unidos justificou o ataque como uma resposta à "ação monstruosa" realizada pelo regime de Damasco.
"Ataque era indispensável"
Emmanuel Macron falou publicamente pela primeira vez sobre o assunto na última noite. O Chefe de Estado francês defendeu a legitimidade da ofensiva de sábado mas defendeu que os países aliados não estão em guerra com a Síria.

Na entrevista à BFMTV e ao Mediapart, o Presidente francês afirmou que os ataques aéreos conseguiram parar a aproximação da Turquia à Rússia e à Síria. Macron enfatizou ainda que o ataque não provocou vítimas e que não houve qualquer dano para os interesses russos.

“Tínhamos chegado a um momento em que este ataque era indispensável para voltar a dar credibilidade à palavra da nossa comunidade”, afirmou Macron. Quando chegou ao Eliseu, o Presidente francês tinha estabelecido a utilização de armas químicas por Damasco como a linha vermelha que levaria a França a agir.

Paris, Londres e Washington asseguram que o ataque de sábado limitou fortemente a capacidade do regime sírio em produzir e armazenar armamento químico. Pelo contrário, os rebeldes afirmam que os bombardeamentos atacaram apenas edifícios vazios e não arsenais ou infraestruturas com armas químicas.

c/ agências

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