EUA destinam ajuda de 13,3 milhões de euros à Colômbia após sismo

EUA destinam ajuda de 13,3 milhões de euros à Colômbia após sismo

Os Estados Unidos vão destinar 15,5 milhões de dólares (13,3 milhões de euros) para a Colômbia, após o sismo de magnitude 7,4 que atingiu várias regiões e fez pelo menos 111 mortos, anunciou na segunda-feira o governo norte-americano.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Stringer via REUTERS

Os fundos serão destinados a abrigos de emergência, alimentação, proteção e avaliação de danos.

O Departamento de Estado norte-americano anunciou a assistência financeira na sua conta na rede social X, expressando solidariedade para com o povo colombiano e declarando disponibilidade para apoiar o governo do Presidente Abelardo de la Espriella enquanto as necessidades são avaliadas no local.

Antes do anúncio oficial da ajuda, o secretário de Estado Marco Rubio já tinha oferecido apoio à Colômbia, afirmando que os EUA estavam a monitorizar a situação e prontos para ajudar.

Outras figuras políticas norte-americanas também manifestaram a sua solidariedade para com a Colômbia, incluindo o senador republicano Bernie Moreno, natural de Bogotá, que afirmou que os Estados Unidos estão prontos para apoiar o seu "grande aliado" e elogiou a "excelente liderança" do recém-chegado De la Espriella.

Também o governo do Presidente argentino Javier Milei ofereceu ajuda à Colômbia e expressou condolências às vítimas do sismo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros argentino, Pablo Quirno, destacou através das redes sociais que o executivo argentino está "em contacto com as autoridades colombianas", às quais transmitiu "a disponibilidade da Argentina para prestar toda a assistência necessária".

Nações da América Latina, incluindo Brasil, Venezuela e Cuba, e França solidarizaram-se na segunda-feira com a Colômbia após o terramoto, oferecendo-se para enviar equipas de resgate e ajuda humanitária.

A Venezuela, ainda a recuperar dos sismos de magnitude 7,2 e 7,5 sofridos a 24 de junho e que causaram pelo menos 6.125 mortos, mais de 16.700 feridos e cerca de 18.000 desalojados, além de danos materiais que o Banco Mundial estimou em 19,6 mil milhões de dólares (cerca de 17 mil milhões de euros), ofereceu à Colômbia o envio de uma equipa de emergência e ajuda humanitária.

"O Governo venezuelano, através dos mecanismos de cooperação bilateral e das agências de proteção civil, põe à disposição do Governo colombiano o envio de uma equipa de resgate e da assistência humanitária necessária, dentro do quadro de pleno respeito pela sua soberania e autodeterminação", lê-se no comunicado oficial divulgado nas redes sociais pelo chefe da diplomacia, Félix Plasencia.

Países como Chile, Equador, Bolívia, El Salvador, Honduras ou Panamá também manifestaram solidariedade.

O Presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, declarou na segunda-feira o estado de calamidade pública.

O sismo, de magnitude 7,4 na escala de Richter, segundo o Serviço Geológico da Colômbia (SGC), ocorreu às 07:34 (13:34 em Lisboa), com epicentro no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, a uma profundidade de 82 quilómetros, causando danos em grande parte da região central e oeste da Colômbia.

O mais recente balanço relata 111 mortos, 87 feridos, 1575 casas danificadas e 37 completamente destruídas, além de 61 edifícios que ruíram, 18 centros de saúde danificados e 52 escolas danificadas.

 

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