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EUA e Coreia do Sul disparam oito mísseis balísticos em resposta a Pyongyang

EUA e Coreia do Sul disparam oito mísseis balísticos em resposta a Pyongyang

A Coreia do Sul e os Estados Unidos lançaram esta segunda-feira oito mísseis para as águas ao largo da costa oriental da Península Coreana. A manobra realizou-se apenas um dia depois de a Coreia do Norte ter disparado também oito mísseis balísticos, numa escalada dos testes com este tipo de armamento.

RTP /
EUA e Coreia do Sul disparam oito mísseis balísticos em resposta a Pyongyang Rok Joint - EPA

Em resposta a Pyongyang, o presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, apressou-se a dizer que o seu Governo iria responder severamente a qualquer provocação do país vizinho. “Vamos garantir que não há uma única falha na proteção das vidas e da propriedade do nosso povo”, frisou.

O líder acrescentou, num discurso na capital Seoul, que os programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte “estão a chegar a um nível em que ameaça não só a paz da Península coreana, como também a do nordeste asiático e do resto do mundo”.

Washington e Seoul organizam com frequência exercícios militares conjuntos, o que costuma desagradar Pyongyang. Esta segunda-feira aconteceu novamente, com os dois aliados a lançarem oito mísseis terra-terra – um dos EUA e sete da Coreia do Sul – através de Sistemas de Mísseis Táticos do Exército (ATACMS).
Esta foi a segunda retaliação das duas nações aliadas num curto espaço de tempo. Já na semana passada tinha sido feito um lançamento semelhante, depois de a Coreia do Norte ter disparado uma série de mísseis logo após a visita do presidente Joe Biden ao sul da península.
Sistemas de defesa sul-coreanos "são insuficientes"
“Os aliados responderam rapidamente aos recentes lançamentos de mísseis, demonstrando prontidão conjunta para ataques de precisão contra outros ataques”, considerou à BBC Leif-Eric Easley, professor de Estudos Internacionais em Seul.

No entanto, os sistemas de defesa de mísseis da Coreia do Sul “são insuficientes contra a ameaça em expansão da Coreia do Norte”, considerou o especialista.

A escalada de tensões acontece depois de, em maio, o novo presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, ter tomado posse e prometido uma postura mais firme para com a vizinha do norte. Desde novembro de 2017 que um porta-aviões não participava nestes exercícios.

Agora, no rescaldo do lançamento de oito mísseis balísticos por parte de Pyongyang no domingo, os meios de comunicação estatais norte-coreanos não fizeram menção da manobra, ao contrário do que é habitual.

Analistas políticos acreditam que a mudança na comunicação se deve ao facto de o país estar a concentrar os seus esforços no combate ao surto de covid-19 que, mais de dois anos depois do início da pandemia, a Coreia do Norte admitiu estar a atravessar.
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