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EUA oferecem 50 milhões de dólares pela detenção de Nicolás Maduro

EUA oferecem 50 milhões de dólares pela detenção de Nicolás Maduro

Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira que duplicaram para 50 milhões de dólares a recompensa pela detenção do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusado pela justiça norte-americana de tráfico de droga. Washington considera-o "um dos maiores narcotraficantes do mundo".

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: Leonardo Fernandez Viloria - Reuters

"O Departamento de Justiça e o Departamento de Estado anunciam uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levem à detenção de Nicolás Maduro", escreveu a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, na rede social X.


Até agora, a recompensa dos EUA era de 25 milhões de dólares. "Esta é a maior recompensa da nossa história e o dobro da quantia oferecida por Osama Bin Laden", escreveu, por sua vez, o vice-secretário de Estado norte-americano, Christopher Landau.

Caracas não tardou a reagir, qualificando de "patética" a decisão da Administração de Donald Trump. "Rejeitamos esta operação de propaganda política grosseira", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Yvan Gil.

"Enquanto estamos a desmantelar as conspirações terroristas orquestradas a partir do seu país, esta senhora [Pam Bondi] sai com um circo mediático para agradar à extrema-direita derrotada da Venezuela", acrescentou.

No vídeo divulgado no X, a procuradora-geral dos EUA acusa Maduro de colaborar com organizações criminosas como a Tren de Aragua ou o Cartel de Sinaloa.“Maduro estrangulou a democracia”
O Ministério Público Federal dos Estados Unidos, que já condenou vários antigos dirigentes latino-americanos nos últimos anos, acusa também o líder venezuelano de estar por detrás de um cartel que terá enviado centenas de toneladas de droga para os EUA.

"A agência anti-narcotráfico apreendeu hoje 30 toneladas de cocaína ligadas a Maduro e aos seus parceiros, das quais quase sete toneladas ligadas diretamente a Maduro, o que representa uma fonte primária de rendimento para os cartéis assassinos sediados na Venezuela e no México", acusou Bondi. As autoridades norte-americanas suspeitam que esse cartel tenha trabalhado em conjunto com a organização colombiana Farc, que Washington considera "terrorista".

Além disso, Washington não reconhece a tomada de posse do presidente venezuelano. A 10 de janeiro deste ano, a poucos dias do início da Presidência de Donald Trump, a Administração de Joe Biden denunciou o carácter "ilegítimo" da tomada de posse de Maduro, reeleito seis meses antes para um terceiro mandato de seis anos.

O então secretário de Estado Antony Blinken e o Tesouro dos EUA impuseram novas sanções a Caracas, aumentando de 15 para 25 milhões de dólares a recompensa por informações que levassem à acusação do líder venezuelano.

O sucessor de Blinken, Marco Rubio, repetiu na quinta-feira as mesmas acusações. "Desde 2020, Maduro estrangulou a democracia e agarrou-se ao poder na Venezuela", declarou o chefe da diplomacia norte-americana em comunicado.

c/ agências
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