EUA ordenam saída do Níger de pessoal diplomático não essencial

EUA ordenam saída do Níger de pessoal diplomático não essencial

O Departamento de Estado norte-americano anunciou hoje que ordenou a saída imediata do Níger dos seus funcionários diplomáticos não essenciais e das respetivas famílias. 

Lusa /

O anúncio segue-se a um ataque, hoje reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico, contra o aeroporto da capital, Niamey, na quinta-feira. 

Em comunicado, Departamento de Estado citou "riscos de segurança" para justificar a decisão.  

Embora o Níger sofra ataques de terroristas islamitas há cerca de uma década, é invulgar que esta violência afete a capital. 

O Níger também enfrenta ataques mortais do Boko Haram, grupo terrorista ativo em vários países da região. 

De acordo com a ACLED, a violência extremista causou cerca de 2.000 mortes em 2025 no Níger. 

O país é governado por uma junta militar, no poder desde julho de 2023, após um golpe de Estado que derrubou o Presidente eleito, Mohamed Bazoum. 

O chefe da junta, o general Abdourahamane Tiani, conduz uma política soberanista e expulsou os soldados franceses e norte-americanos envolvidos na luta anti-extremista no país. 

Com os dois vizinhos, Burquina Faso e Mali, também governados por regimes militares resultantes de golpes de Estado e confrontados com a mesma violência, aproximou-se de novos parceiros, como a Rússia. 

Os três países formaram uma confederação, a Aliança dos Estados do Sahel, e afirmam ter criado uma força conjunta de 5.000 homens para combater o terrorismo.

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