EUA recorrem a reservas estratégicas para baixar preço do petróleo

O governo dos Estados Unidos (EUA) vai libertar mais 15 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas do país, numa tentativa de controlar os preços da energia.

Lusa /
O governo dos Estados Unidos vai libertar 15 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas Bing Guan - Reuters

A libertação, que será realizada em dezembro, é o último passo de um programa anunciado na primavera pelo presidente norte-americano Joe Biden e que previa a injeção de um total de 180 milhões de barris para fazer face ao aumento dos preços, ligado à invasão da Ucrânia.

"O Presidente instruiu o Departamento de Energia a estar pronto para vender mais (petróleo das reservas) neste inverno, se necessário, devido à Rússia ou outras ações perturbadoras do mercado", disse um dirigente governamental aos jornalistas.

Questionado sobre a possibilidade de limitar ou suspender as exportações de petróleo, o dirigente garantiu que a administração Biden "mantém todas as ferramentas na mesa, tudo o que possa ajudar a garantir o abastecimento" do mercado norte-americano.

Ao mesmo tempo, Biden quer implantar um mecanismo de longo prazo para reabastecer, assim que o preço do barril cair para menos de 72 dólares (73 euros), as reservas estratégicas, que estão no nível mais baixo desde 1984.

Desde o início de setembro de 2021, os Estados Unidos retiraram mais de 212 milhões de barris das reservas estratégicas. Nunca um presidente norte-americano recorreu a tais quantidades de petróleo desde a criação das reservas em 1975.

A administração pretende negociar contratos de recompra a um preço previamente acordado, através de um processo de leilão, o que limitará os riscos associados à volatilidade dos preços, de acordo com o dirigente.

A porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Jane, disse na terça-feira que Biden irá anunciar esta quarta-feira oficialmente estas medidas, juntamente com mais iniciativas "para dar algum alívio ao povo americano".

 

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