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EUA. Recusa de vacina leva a dispensa de uma centena de marines
As indicações de Anthony Fauci, principal autoridade médica do país, e a linha para a vacinação do presidente Joe Biden apontaram recentemente à obrigação da vacinação contra a covid-19 nas fileiras das forças armadas norte-americanas. Seguindo essas instruções, 103 marines acabam de ser dispensados após a recusa da vacina sem se terem candidatado a qualquer regime de excepção.
A dispensa destes marines foi já confirmada pelo Corpo de Fuzileiros numa declaração à publicação Marine Corps Times, com o acrescento de que os militares tanto poderão ter uma dispensa honrosa como uma dispensa normal. Por outro lado, sublinha-se ali que estas recusas da vacina são uma minoria.
O porta-voz dos fuzileiros, o major Jim Stenger, explica que foram concedidas nesta força 1007 isenções de vacina por razões médicas e administrativas. Outros 2836 pedidos com base religiosa foram rejeitados, estando ainda a ser averiguados mais 300 do mesmo género que deverão ser igualmente indeferidos.
O pessoal militar no activo tinha até 28 de novembro para se vacinar ou, em alternativa, candidatar-se a uma isenção. Trata-se entretanto aqui de casos excepcionais. Apesar de ser o ramo das forças armadas com menor percentagem de vacinação, o corpo de fuzileiros tem já vacinados cerca de 95 por cento dos seus elementos.
No caso da Força Aérea norte-americana, 27 elementos foram também dispensados esta semana por se recusarem a receber a vacina, igualmente sem qualquer pedido de isenção, mas unicamente por desobediência às ordens superiores ao abrigo do prazo de 28 de novembro. O mesmo se espera que aconteça na Marinha, que até à semana passada tinha em mãos 5731 recusas de vacinação.
No total, cerca de 40 mil elementos das forças armadas do país terão recusado a vacina contra a covid-19 ou apresentado um pedido de isenção, o que corresponde a cerca de 3% das fileiras, números que não são motivo de preocupação do Pentágono.
John Kirby, responsável do Pentágono pelas relações com a imprensa, confrontado com essa cifra de 40 mil recusas, afirmava há uma semana que “há trabalho ainda a fazer [estando] a tendência na direção certa”: “[A expectativa do secretário de Defesa Lloyd Austin] é 100% vacinação, é isso que ele quer ver”, deixou Kirby.
John Kirby, responsável do Pentágono pelas relações com a imprensa, confrontado com essa cifra de 40 mil recusas, afirmava há uma semana que “há trabalho ainda a fazer [estando] a tendência na direção certa”: “[A expectativa do secretário de Defesa Lloyd Austin] é 100% vacinação, é isso que ele quer ver”, deixou Kirby.