EUA vão poder manter base militar no Quirguistão
O novo poder no Quirguistão assegurou hoje ao secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, que o acordo sobre a base militar norte-americana no país será renovado, mas excluiu qualquer reforço militar de um país terceiro.
Depois de se reunir com Rumsfeld, o presidente interino do Quirguistão, Kurmanbek Bakiev, declarou à imprensa que "garantiu ao secretário de Defesa que todos os acordos internacionais fixados com os Estados Unidos serão respeitados".
Bakiev, que é também chefe do governo de transição designado depois de a oposição tomar o poder, em finais de Março, excluiu contudo qualquer destacamento militar suplementar "de um terceiro país" no Quirguistão onde existe também uma base russa.
"Não discutimos o destacamento suplementar de forças armadas.
Não há necessidade de aumentar a presença militar de um terceiro país.
A situação no Quirguistão está totalmente controlada pelo governo", afirmou Bakiev, candidato às eleições presidenciais antecipadas de 10 de Julho.
Questionado sobre a base norte-americana de Manas, nomeadamente se Washington a considera permanente, Rumsfeld respondeu:
"Não". "Mas, precisamos de melhorar as instalações", acrescentou.
Bakiev já tinha anteriormente garantido que não poria em causa a presença da base norte-americana em Manas, perto da capital quirguize, utilizada durante as operações militares norte-americanas no Afeganistão, em 2001, e que continua a ser estratégica na rede crescente de bases estabelecidas na região por Washington e os seus aliados.
O Quirguistão foi a última etapa da visita de Rumsfeld à região, depois de ter estado no Iraque, Azerbaijão, Afeganistão e Paquistão.
Na sua curta visita ao Paquistão, o secretário de Defesa norte- americano, garantiu que Washington responderá às necessidades legítimas de Islamabad.
Rumsfeld, que se reuniu quarta-feira à noite com o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, semanas depois de Washington anunciar a intenção de vender aviões de combate F-16 a Islamabad, reafirmou a decisão norte-americana de aumentar a assistência militar ao Paquistão e de reforçar a cooperação em matéria de defesa.
Hoje, pelo terceiro dia consecutivo, o consulado dos Estados Unidos na cidade paquistanesa de Carachi permaneceu encerrado por razões de segurança e as autoridades norte-americanas aconselharam os seus cidadãos a não se aproximarem da área.
Na terça-feira, o porta-voz da embaixada norte-americana no Paquistão afirmou ter em seu poder "informação credível" sobre a necessidade de aumentar as medidas de segurança.