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Europol lança centro europeu para reforçar combate ao tráfico de migrantes

Europol lança centro europeu para reforçar combate ao tráfico de migrantes

A Agência da União Europeia (UE) para a Cooperação Policial (Europol) anunciou hoje a criação do Centro Europeu de Combate ao Tráfico de Migrantes (ECAMS), visando reforçar a resposta comunitária às redes criminosas que promovem a migração ilegal.

Lusa /
Lex van Lieshout - EPA

"Hoje, a Europol lançou o seu novo ECAMS, reforçando a luta da UE contra redes de tráfico de migrantes que ameaçam a vida de centenas de milhares de migrantes todos os anos", anuncia este organismo em comunicado.

De acordo com a Europol, o tráfico de migrantes tem vindo a expandir-se para o ambiente digital, onde os grupos criminosos recrutam colaboradores, anunciam serviços ilegais e organizam operações através de comunicações encriptadas.

Por isso, o novo centro visa intensificar a cooperação entre Estados-membros, juntando informação estratégica, coordenação operacional e ferramentas analíticas avançadas para desmantelar redes de tráfico em larga escala, explica a agência europeia de polícia.

Citada na nota, a diretora executiva da Europol, Catherine De Bolle, sublinha que estas redes "operam com complexidade crescente, tanto no espaço físico como digital", recorrendo a sistemas financeiros sofisticados para ocultar lucros ilícitos".

"À medida que o panorama criminal evolui, a nossa resposta deve acompanhar essa evolução", defende.

Nos últimos 10 anos, operações apoiadas pela Europol resultaram em milhares de detenções e no desmantelamento de centenas de redes criminosas.

Só em 2025, a agência apoiou cerca de 200 operações e coordenou 56 ações conjuntas em vários países europeus.

O novo centro visa, assim, reforçar o uso de investigações baseadas em dados e informação, permitindo identificar alvos prioritários e melhorar a eficácia das operações policiais, dando ainda maior atenção ao seguimento dos fluxos financeiros associados ao tráfico, considerado um negócio altamente lucrativo.

Segundo dados da Europol, as redes podem cobrar até 20 mil euros por pessoa para facilitar viagens entre continentes, explorando a vulnerabilidade dos migrantes.

A agência europeia destaca ainda a importância de uma resposta global a este fenómeno, sublinhando que as redes operam ao longo de múltiplas rotas e jurisdições, exigindo uma coordenação estreita entre países dentro e fora da União Europeia.

Esta iniciativa surge no contexto de uma política europeia mais restritiva em matéria de imigração ilegal, marcada pela adoção do novo Pacto sobre Migração e Asilo da União Europeia.

Aprovado em 2024, o pacto introduz regras mais rigorosas para o controlo das fronteiras externas, acelera os procedimentos de triagem e de asilo e facilita o regresso de migrantes em situação irregular.

O pacote legislativo prevê ainda maior solidariedade entre Estados-membros, combinando mecanismos de relocalização com contribuições financeiras, ao mesmo tempo que reforça a cooperação com países de origem e trânsito para travar fluxos irregulares.

 

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