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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

ONU avisa que o bloqueio no Estreito de Ormuz põe em causa a segurança alimentar do mundo

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ONU avisa que o bloqueio no Estreito de Ormuz põe em causa a segurança alimentar do mundo

A ONU avisa que o bloqueio no Estreito de Ormuz põe em causa a segurança alimentar do mundo para além da segurança energética. Portugal foi um dos 30 países que assinaram um documento a confirmar a disponibilidade para ajudar a reabrir o Estreito. Israel e Israel voltaram aos bombardeamentos. Atualizamos aqui, ao minuto, todas as informações sobre o conflito no Médio Oriente.

Ana Sofia Rodrigues, Joana Raposo Santos - RTP /

Benoit Tessier - Reuters

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RTP /

Ataque a gasoduto iraniano sem impacto nas operações

O ataque à estação do gasoduto de Khorramshahr não teve impacto nas operações, garantiram à agência de notícias iraniana Fars as autoridades locais.
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Lusa /

Taiwan pondera retomar energia nuclear face a conflito no Médio Oriente

Taiwan iniciou os procedimentos para reativar duas centrais nucleares, cerca de um ano após o encerramento do último reator em funcionamento, devido à elevada procura energética associada à inteligência artificial e às tensões no Médio Oriente.

A empresa estatal Taipower está a trabalhar para obter as autorizações necessárias para reativar as centrais de Kuosheng, no norte do país, e de Maanshan, no sul, indicou no sábado o líder taiwanês, William Lai.

Segundo Lai, a empresa deverá apresentar um plano à Comissão de Segurança Nuclear até ao final deste mês, sublinhando que a segurança nuclear, a gestão de resíduos e o consenso social são os "três fatores-chave" a considerar.

A iniciativa surge após o encerramento do último reator da central de Maanshan, em maio de 2025, que marcou o fim da era nuclear em Taiwan, na sequência do desmantelamento progressivo das centrais de Chinshan e Kuosheng entre 2018 e 2023.

A decisão anterior concretizou um dos principais objetivos do Partido Democrático Progressista, que defendia uma "pátria livre de energia nuclear", especialmente após o acidente de Fukushima.

O "forte desenvolvimento económico" da ilha, a necessidade de eletricidade com baixas emissões e o crescente consumo energético da indústria da inteligência artificial, a par de alterações legislativas recentes, levaram, porém, o Governo a reconsiderar a sua posição, reconheceu Lai.

O dirigente referia-se a uma lei aprovada no ano passado pelo parlamento, de maioria opositora, que passou a permitir a continuação das operações das centrais nucleares mesmo após entrarem em fase de desmantelamento.

O eventual regresso à energia nuclear é também explicado por fatores geopolíticos. Em 2025, o gás natural liquefeito representou mais de 47% da produção elétrica de Taiwan, sendo cerca de um terço importado do Qatar, segundo dados oficiais.

Cerca de 70% do petróleo bruto importado pela ilha provém igualmente do Médio Oriente, com destaque para Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, o que aumenta a vulnerabilidade a eventuais interrupções no fornecimento devido ao atual conflito na região.

Num comunicado, o ministério dos Assuntos Económicos indicou que o abastecimento de gás natural deverá manter-se estável até ao final de maio e que as importações já estão diversificadas por 14 países, reduzindo a dependência do Médio Oriente.

A dependência de combustíveis importados por via marítima expõe ainda Taiwan a um eventual bloqueio por parte da China, que considera a ilha parte do seu território e não exclui o uso da força.

Nas recentes manobras militares chinesas em torno de Taiwan, designadas "Missão Justiça-2025", o exército simulou cenários de bloqueio e tomada de portos e outras infraestruturas estratégicas.

 

 

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RTP /

Iraque diz que número atualizado de mortos em ataque aéreo dos EUA contra ex-paramilitares sobe para 15

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Momento-Chave
Gonçalo Costa Martins - Antena 1 /

Paquistão posiciona-se como eventual palco de negociações

O mundo está em suspenso por cinco dias na reviravolta dramática de Trump sobre o curso da guerra no Irão. Teerão volta a negar uma e outra vez que o caminho para conversar foi aberto.

Reuters

Enquanto isso, o Paquistão posiciona-se como eventual palco de negociações entre as partes em conflito, que podem acontecer já esta semana.
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Momento-Chave
RTP /

ONU avisa que bloqueio no Estrito de Ormuz põe em causa a segurança alimentar do mundo

A ONU avisa que o bloqueio no Estreito de Ormuz põe em causa a segurança alimentar do mundo para além da segurança energética. Portugal foi um dos 30 países que assinaram um documento a confirmar a disponibilidade para ajudar a reabrir o Estreito. Israel e Israel voltaram aos bombardeamentos.

O Diretor Executivo do Gabinete das Nações Unidas para Serviços de Projetos, Jorge Moreira da Silva, entrevistado na televisão britânica Sky News, afirma que pode escassear comida nos países que dependem de fertilizantes vindos do Golfo.


O também Secretário-Geral Adjunto das Nações Unidas considera que ainda não é possível prever o impacto do que está a acontecer, por exemplo, no Líbano, com um milhão de deslocados por causa da guerra.



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Momento-Chave
RTP /

Irão. Governo admite novos apoios a famílias e empresas

O Governo português admite intervir com medidas estruturais de apoio às empresas e famílias, caso o conflito no Médio Oriente se prolongue no tempo.

O alerta chega pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, que classifica a atual situação como 'muito preocupante'.

Paulo Rangel assegura que o Executivo está a monitorizar a evolução da crise com atenção redobrada, preparando terreno para eventuais respostas económicas.
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Tensões geopolíticas
Lusa /

Von der Leyen alerta que Europa atravessa "momento perigoso"

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, advertiu hoje no parlamento australiano que a Europa atravessa "um momento perigoso" num contexto internacional cada vez mais instável.

Lukas Barth - EPA

"O mundo em que vivemos é brutal, duro e implacável. Parece estar de pernas para o ar", afirmou a dirigente europeia, alertando que muitas das certezas do passado estão a ser postas em causa num cenário marcado por tensões geopolíticas e económicas.

Von der Leyen sublinhou que a distância geográfica já não protege países como a Austrália, devido ao impacto das ameaças globais e ao avanço tecnológico.

"Atores maliciosos podem alcançar as nossas fronteiras sem sair das deles", disse, numa referência a riscos como a desinformação e a ingerência estrangeira.

Neste contexto, destacou a necessidade de reforçar a resiliência coletiva e a cooperação entre aliados, defendendo que a segurança da Europa e da Austrália estão estreitamente ligadas. "Quando estamos lado a lado somos mais fortes", afirmou.

A presidente da Comissão Europeia alertou ainda contra uma dependência excessiva de determinados fornecedores, numa alusão à China, e sublinhou a importância de diversificar as cadeias de abastecimento para proteger a segurança económica e industrial.

Von der Leyen chamou também a atenção para o impacto das alterações climáticas, que disse estarem a devastar comunidades na Europa, apelando a uma ação conjunta para enfrentar os seus efeitos e destacando que a transição energética integra a agenda comum das duas regiões.

As declarações foram feitas durante o segundo dia da visita de três dias à Austrália, ocasião em que a União Europeia e o país assinaram um acordo de comércio livre após quase uma década de negociações.

O pacto eliminará tarifas sobre exportações australianas chave como vinho, marisco e produtos hortícolas, e ampliará o acesso ao mercado europeu para carne de bovino e ovino, laticínios, arroz e açúcar. Também facilitará a entrada de bens industriais australianos sem taxas.

Em paralelo, Bruxelas e Camberra anunciaram uma nova parceria em matéria de segurança e defesa, destinada a reforçar a cooperação em áreas como a indústria militar, a segurança marítima, o ciberespaço e o combate ao terrorismo e à desinformação.

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Além de um acordo de comércio livre
RTP /

Austrália e UE reforçam cooperação em matéria de defesa

A Austrália e a União Europeia (UE) acordaram esta terça-feira reforçar a sua cooperação em matéria de defesa face aos "desafios de segurança atuais", anunciaram os dois parceiros.

Vão colaborar para "reforçar a cooperação em matéria de segurança marítima, cibersegurança, combate a ameaças híbridas e combate à manipulação de informações e interferências estrangeiras", afirmou a Comissão Europeia em comunicado.

A Austrália e a União Europeia assinaram igualmente um vasto acordo de comércio livre, culminando anos de negociações.

O acordo foi assinado numa cerimónia na capital australiana, Camberra, pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pelo primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese.
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Momento-Chave
Comunicado de 30 países
RTP /

Portugal está disponível para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz

Portugal é um dos 30 países que assinaram um documento a confirmar a disponibilidade. O Ministério dos Negócios Estrangeiros já confirmou essa postura.

Num comunicado, os 30 países condenam os ataques do Irão a navios comerciais e a infraestruturas energéticas.

Estes países exigem que o regime iraniano desbloqueie o estreito de Ormuz e dizem estar prontos, se necessário, para participar numa missão para pôr fim ao bloqueio.
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Lusa /

Irão nega ataque com mísseis a base militar dos EUA e Reino Unido em Diego Garcia

O Irão negou hoje ter atacado com mísseis uma base militar conjunta dos Estados Unidos e do Reino Unido na ilha de Diego Garcia, no oceano Índico.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Ismail Bagaei, classificou, numa mensagem na sua conta na rede social X, como "desinformação de Israel" as acusações sobre a autoria do Irão nesse ataque da semana passada.

Bagaei citou uma notícia da televisão Al Zazira que recolhia declarações do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que afirmou não poder confirmar a declaração de Israel de que os projéteis utilizados fossem mísseis balísticos intercontinentais iranianos.

"Que até o secretário-geral da NATO se recuse a apoiar a desinformação mais recente de Israel, é muito significativo: o mundo está completamente farto destas histórias desacreditadas de `falsa bandeira`", escreveu o porta-voz iraniano dos Negócios Estrangeiros.

Dois mísseis balísticos de alcance intermédio foram disparados na sexta-feira passada contra Diego García, nas ilhas Chagos, mas nenhum atingiu o alvo, segundo adiantou o jornal Wall Street Journal.

No sábado, o Ministério britânico da Defesa condenou os ataques iranianos "perigosos", recordando que o Governo do Reino Unido autorizou apenas os Estados Unidos a utilizar bases britânicas para operações defensivas específicas e limitadas no atual conflito.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abás Araqchí, o facto de o Reino Unido permitir o uso das suas bases equivale a "participar na agressão", pelo que exigiu a Londres que cesse qualquer cooperação com Washington.

A base militar conjunta dos Estados Unidos e do Reino Unido em Diego García está situada no Arquipélago de Chagos, com uma posição estratégica no centro do Oceano Índico.

Conhecida como `Camp Justice` (embora tenha sido renomeada `Camp Thunder Cove` em 2006), aquela base militar conta com pistas de aterragem de 3.600 metros, capazes de receber B-52, B-1 e B-2 e aviões de carga como o C-17 Globemaster, assim como com um porto perfeito para grandes navios de guerra e porta-aviões.

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