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Ex-chefe de Estado-Maior nos EUA critica política de Obama para Guantánamo
O coronel Lawrence Wilkinson acusa Barack Obama de não libertar os prisioneiros de Guantánamo por não querer reconhecer que, na sua maioria, são inocentes e ainda hoje permanecem detidos sem julgamento. Wilkinson, que foi chefe de Estado Maior de Colin Powell, considera que o problema de Guantánamo é ser "politicamente impossível" de fechar.
O depoimento do coronel surge num documentário de Al Jazeera sobre a prisão norte-americana situada num enclave do território cubano. O documentário The Fault Lines sublinha que, das 779 pessoas que já estiveram detidas em Guantánamo, só sete foram julgadas e condenadas - aliás em tribunal militar.
Ora, segundo o coronel reformado Lawrence Wilkinson, isso mostra que a grande maioria da população prisional de Guantánamo consistia em pessoas que "não eram culpadas de nada a não ser de terem estado no lugar errados à hora errada".
Mas, como as circunstâncias fortuitas que fizeram deles suspeitos os levaram efectivamente a uma prisão especial, em condições especialmente arbitrárias, coloca-se agora um problema, segundo o mesmo Wilkinson: "Dissemso ao povo americano que [os presos] são operacionais do núcleo duro da Al Qaeda. Não podemos de repente vir dizer: 'Oh, cometemos um erro! Estas pessoas afinal não são realmente duros operacionais da Al Qaeda. Oh, meu deus, temos de emendar isto, temos de fechar a prisão' Não podemos fazer isso. É politicamente impossível".
O documentário refere também o papel do Washington Institute of Near East Policy (WINEP), "pilar do lobby de Israel", em combater qualquer política de libertação dos prisioneiros, bem como do senador republicano Ted Cruz, celebrizado na semana passada pelo seu discurso de mais de 20 horas para consumir tempo e tornar mais premente a a actual ameaça de cessação de pagamentos.
Segundo Cruz, é irresponsável "encerrar as nossas instalações de detenção e enviar estes indivíduos para casa, onde eles quase de certeza seriam libertados e quase de certeza voltariam a ameaçar e a matar mais americanos". Para escorar esta teoria o WINEP e o senador Cruz invocam o caso do marroquino Mohammed al Alami, que esteve preso em Guantánamo de 2002 a 2006 e depois foi para a Síria, onde morreu a combater o regime de Assad - curiosamente o mesmo regime que os EUA mais recentemente se propunham atacar militarmente.
Na verdade, observa-se em The Fault Lines, os presos que têm sido recambiados são-no sobretudo para o Iémen e geralmente para darem entrada nas prisões iemenitas. E isso leva o jornalista Adam Hudson, a declarar que o plano de Obama para Guantánamo é "puramente cosmético".
Ora, segundo o coronel reformado Lawrence Wilkinson, isso mostra que a grande maioria da população prisional de Guantánamo consistia em pessoas que "não eram culpadas de nada a não ser de terem estado no lugar errados à hora errada".
Mas, como as circunstâncias fortuitas que fizeram deles suspeitos os levaram efectivamente a uma prisão especial, em condições especialmente arbitrárias, coloca-se agora um problema, segundo o mesmo Wilkinson: "Dissemso ao povo americano que [os presos] são operacionais do núcleo duro da Al Qaeda. Não podemos de repente vir dizer: 'Oh, cometemos um erro! Estas pessoas afinal não são realmente duros operacionais da Al Qaeda. Oh, meu deus, temos de emendar isto, temos de fechar a prisão' Não podemos fazer isso. É politicamente impossível".
O documentário refere também o papel do Washington Institute of Near East Policy (WINEP), "pilar do lobby de Israel", em combater qualquer política de libertação dos prisioneiros, bem como do senador republicano Ted Cruz, celebrizado na semana passada pelo seu discurso de mais de 20 horas para consumir tempo e tornar mais premente a a actual ameaça de cessação de pagamentos.
Segundo Cruz, é irresponsável "encerrar as nossas instalações de detenção e enviar estes indivíduos para casa, onde eles quase de certeza seriam libertados e quase de certeza voltariam a ameaçar e a matar mais americanos". Para escorar esta teoria o WINEP e o senador Cruz invocam o caso do marroquino Mohammed al Alami, que esteve preso em Guantánamo de 2002 a 2006 e depois foi para a Síria, onde morreu a combater o regime de Assad - curiosamente o mesmo regime que os EUA mais recentemente se propunham atacar militarmente.
Na verdade, observa-se em The Fault Lines, os presos que têm sido recambiados são-no sobretudo para o Iémen e geralmente para darem entrada nas prisões iemenitas. E isso leva o jornalista Adam Hudson, a declarar que o plano de Obama para Guantánamo é "puramente cosmético".