Mundo
Ex-ministro da Cultura do Egipto vai ser julgado por corrupção
Farouk Hosni, ministro da cultura do Egipto durante mais de 20 anos sob a presidência de Hosni Mubarak, vai ser julgado por "enriquecimento ilegal", anunciou o Ministério Público egípcio em comunicado publicado pela agência de notícias, Mena.
Segundo a euronews, o ex-ministro deverá ainda devolver pelo menos 9 milhões de libras egípcias, metade de 18 milhões (mais de 2,3 milhões de euros) que terá desviado.
"Decidimos levar Farou Hosni perante um tribunal criminal acusando-o de ganhos ilegais calculados em 18 milhões de libras egípcias", afirmou Assem al-Gohary, diretor da Autoridade para os Ganhos Ilícitos.O caso do colar
O responsável de uma Associação Cultural Internacional egípcia, Ahmed Seif el-Din acusou Farouk Hosni e o ministro de Estado para as antiguidades, Zahi Awass, de terem desviado um colar de ouro que estaria em exposição num museu de joalharia em Alexandria.
El-Din acusava Hosni e Awass de terem dado o colar à mulher do Presidente Hosni Mubarak, Suzane Thabet. A jóia pertencia à Princesa Samiha, membro da família de Mohammed Ali.
As acusações revelaram-se infundadas e a Procuradoria encerrou as investigações ao caso em julho deste ano, após se verificar que o colar permanecia no museu. El-Din pediu então desculpas e tanto Farouk Hosni como Awass retiraram por seu lado queixaspor difamação postas contra el-Din.
Hosni terá sido incapaz de explicar como ganhou este dinheiro, após quatro meses de investigações às suas contas. O dossier vai ser agora enviado para o tribunal que irá marcar uma data para o início do julgamento.
Um porta-voz do ex-ministro da Cultura afirmou no entanto por telefone à euronews a partir do Cairo, que Hosni ainda não recebeu qualquer convocatória do Ministério Público e garante que a origem da sua fortuna é inteiramente legítima.
Candidato à UNESCO
Ministro da Cultura do Egipto ao longo de 23 anos, Farouk Hosni, um pintor abstrato, chegou a ser considerado em 2009 um forte candidato a diretor-geral da UNESCO, a agência da ONU para a Cultura.
A sua candidatura recolheu poucos apoios sobretudo no Ocidente, a quem desagradaram comentários de Farouk Hosni sobre livros israelitas.
Em 2008, o então ministro da Cultura terá dito que queimaria livros israelitas se os encontrasse nas bibliotecas egípcias. Farouk Hosni pediu depois desculpa pelo comentário e afirmou que tinha sido retirado de contexto.
Mais um ex-ministro acusado
O anúncio da acusação contra Farouk Hosni surge uma semana depois de Ahmed Shafiq, ex-primeiro ministro sob Mubarak e candidato presidencial, ter começado a ser investigado por alegado envolvimento numa atribuição de terras aos filhos do ex-Presidente, Alaa e Gamal Mubarak.
Dezenas dos antigos ministros e responsáveis oficiais da era Mubarak têm estado a ser investigados e a ser indiciados por corrupção. Entre eles o próprio ex-Presidente, os seus filhos e ex-ministros, que se encontram detidos a aguardar julgamento.
Hosni Mubarak, de 81 anos, foi derrubado a 11 de Abril de 2011 após três décadas na presidência egípcia. Em junho foi sentenciado a prisão perpétua, devido à morte de manifestantes durante a supressão da revolta que o forçou a abandonar o poder.
"Decidimos levar Farou Hosni perante um tribunal criminal acusando-o de ganhos ilegais calculados em 18 milhões de libras egípcias", afirmou Assem al-Gohary, diretor da Autoridade para os Ganhos Ilícitos.O caso do colar
O responsável de uma Associação Cultural Internacional egípcia, Ahmed Seif el-Din acusou Farouk Hosni e o ministro de Estado para as antiguidades, Zahi Awass, de terem desviado um colar de ouro que estaria em exposição num museu de joalharia em Alexandria.
El-Din acusava Hosni e Awass de terem dado o colar à mulher do Presidente Hosni Mubarak, Suzane Thabet. A jóia pertencia à Princesa Samiha, membro da família de Mohammed Ali.
As acusações revelaram-se infundadas e a Procuradoria encerrou as investigações ao caso em julho deste ano, após se verificar que o colar permanecia no museu. El-Din pediu então desculpas e tanto Farouk Hosni como Awass retiraram por seu lado queixaspor difamação postas contra el-Din.
Hosni terá sido incapaz de explicar como ganhou este dinheiro, após quatro meses de investigações às suas contas. O dossier vai ser agora enviado para o tribunal que irá marcar uma data para o início do julgamento.
Um porta-voz do ex-ministro da Cultura afirmou no entanto por telefone à euronews a partir do Cairo, que Hosni ainda não recebeu qualquer convocatória do Ministério Público e garante que a origem da sua fortuna é inteiramente legítima.
Candidato à UNESCO
Ministro da Cultura do Egipto ao longo de 23 anos, Farouk Hosni, um pintor abstrato, chegou a ser considerado em 2009 um forte candidato a diretor-geral da UNESCO, a agência da ONU para a Cultura.
A sua candidatura recolheu poucos apoios sobretudo no Ocidente, a quem desagradaram comentários de Farouk Hosni sobre livros israelitas.
Em 2008, o então ministro da Cultura terá dito que queimaria livros israelitas se os encontrasse nas bibliotecas egípcias. Farouk Hosni pediu depois desculpa pelo comentário e afirmou que tinha sido retirado de contexto.
Mais um ex-ministro acusado
O anúncio da acusação contra Farouk Hosni surge uma semana depois de Ahmed Shafiq, ex-primeiro ministro sob Mubarak e candidato presidencial, ter começado a ser investigado por alegado envolvimento numa atribuição de terras aos filhos do ex-Presidente, Alaa e Gamal Mubarak.
Dezenas dos antigos ministros e responsáveis oficiais da era Mubarak têm estado a ser investigados e a ser indiciados por corrupção. Entre eles o próprio ex-Presidente, os seus filhos e ex-ministros, que se encontram detidos a aguardar julgamento.
Hosni Mubarak, de 81 anos, foi derrubado a 11 de Abril de 2011 após três décadas na presidência egípcia. Em junho foi sentenciado a prisão perpétua, devido à morte de manifestantes durante a supressão da revolta que o forçou a abandonar o poder.