Ex-presidente peruano Fujimori não conseguiu ser eleito para o Senado
O ex-presidente peruano Alberto Fujimori não conseguiu ser eleito para o Senado do Japão e assumiu "com serenidade" a derrota, anunciou o seu porta-voz, Carlos Raffo.
O Novo Partido dos Cidadãos, a pequena formação que apoiava a candidatura de Fujimori, obteve apenas dois lugares no Senado, segundo os números divulgados pelos meios de comunicação social japoneses.
Esta foi a primeira vez que um antigo Chefe de Estado de um país se candidatou a uma eleição nacional noutro país.
Filho de japoneses que se fixaram no Peru na década de 1930, Fujimori tem dupla nacionalidade peruana e japonesa.
Actualmente com residência fixa em Santiago, Chile, enquanto aguarda um pedido de extradição do Peru, Fujimori, que governou este país entre 1990 e 2000, teve de fazer campanha para as eleições japonesas à distância, por vídeo e pela internet.
Depois da sua queda do poder, o ex-presidente peruano passou cinco anos exilado no Japão.
Em Novembro de 2005, cinco meses antes das eleições presidenciais no Peru, nas quais esperava participar, chegou ao Chile, onde acabou por ser detido.
A justiça peruana acusa Fujimori de corrupção e violação dos direitos humanos.
A 11 de Julho, um juiz chileno recusou a extradição, mas a última palavra cabe ao Supremo Tribunal do Chile.
Segundo o seu porta-voz, o ex-presidente já sabia que a eleição (que lhe permitiria alguma protecção política no processo de extradição) "era um desafio difícil de alcançar" e aguarda agora a decisão final do tribunal.