Mundo
Exército britânico realizou execuções extrajudiciais na Irlanda nos anos 70
Uma reportagem da BBC revelou que uma unidade especial do Exército britânico levava a cabo nos anos 70 assassínios selectivos de membros do IRA, para enfraquecer a organização e também para provocar uma escalada na guerra civil entre católicos e protestantes. No decurso da sua actividade, sucedeu-lhe também matar civis inocentes.
A equipa de investigadores da BBC recolheu, entre outros, o testemunho de um antigo membro da Military Reaction Force (MRF)que afirma: "Nós não operámos lá [na Irlanda do Norte] como uma unidade do Exército e sim como um grupo terrorista".
Segundo a descrição deste antigo membro da MRF, esta contava 40 militares, disfarçados com diversas identidades civis, para recolha de informações, mas depois também para liquidar fisicamente membros do IRA (Exército Republicano Irlandês) no seu bastião da metade ocidental, preodminantemente católica, de Belfast.
Um outro ex-membro da MRF reconhece que "a nossa missão era detectar células do IRA e limitar-lhes as actividades ao mínimo. Se para isso [os seus membros] tinham de ser abatidos, eram abatidos". Neste caso, o militar não manifestou remorsos: "Caçávamos assassinos de bébés e terroristas. Pessoas que nos matariam sem pensar duas vezes".
Mas a MRF também matou civis por engano. Um foi Patrick McVeigh, abatido pelas costas em 12 de Maio de 1972. O Exército britânico admitiu na altura um errro e realizou um inquérito interno, do qual resultou que o homicídio fora cometido por uma unidade especial. Mas nenhum membro dessa unidade foi acusado.
Sê-lo-á agora, possivelmente, pela filha da vítima na sequência das revelações da reportagem da BBC. Ou, em alternativa, será o próprio Ministério da Defesa britânico a sentar-se no banco dos réus.
O Ministério, por seu lado, reagiu às acusações afirmando que passara todas as queixas contra membros da MRF, dissolvida em 1973, para as mãos da polícia norte-irlandesa. Mas a declaração ministerial é encarada com cepticismo, porque toda a documentação da MRF foi destruída após a dissolução da unidade.
O antigo chefe de Estado-Maior do Exército, Mike Jackson, negou que tenham sido cometidos crimes de guerra e enalteceu a acção da MRF:"É necessária muita coragem para isso. Sabemos que nos espera um destino terrível se formos descobertos - tortura e morte". Com efeito, pelo menos dois informantes da MRF foram descobertos e executados pelo IRA.
Segundo a descrição deste antigo membro da MRF, esta contava 40 militares, disfarçados com diversas identidades civis, para recolha de informações, mas depois também para liquidar fisicamente membros do IRA (Exército Republicano Irlandês) no seu bastião da metade ocidental, preodminantemente católica, de Belfast.
Um outro ex-membro da MRF reconhece que "a nossa missão era detectar células do IRA e limitar-lhes as actividades ao mínimo. Se para isso [os seus membros] tinham de ser abatidos, eram abatidos". Neste caso, o militar não manifestou remorsos: "Caçávamos assassinos de bébés e terroristas. Pessoas que nos matariam sem pensar duas vezes".
Mas a MRF também matou civis por engano. Um foi Patrick McVeigh, abatido pelas costas em 12 de Maio de 1972. O Exército britânico admitiu na altura um errro e realizou um inquérito interno, do qual resultou que o homicídio fora cometido por uma unidade especial. Mas nenhum membro dessa unidade foi acusado.
Sê-lo-á agora, possivelmente, pela filha da vítima na sequência das revelações da reportagem da BBC. Ou, em alternativa, será o próprio Ministério da Defesa britânico a sentar-se no banco dos réus.
O Ministério, por seu lado, reagiu às acusações afirmando que passara todas as queixas contra membros da MRF, dissolvida em 1973, para as mãos da polícia norte-irlandesa. Mas a declaração ministerial é encarada com cepticismo, porque toda a documentação da MRF foi destruída após a dissolução da unidade.
O antigo chefe de Estado-Maior do Exército, Mike Jackson, negou que tenham sido cometidos crimes de guerra e enalteceu a acção da MRF:"É necessária muita coragem para isso. Sabemos que nos espera um destino terrível se formos descobertos - tortura e morte". Com efeito, pelo menos dois informantes da MRF foram descobertos e executados pelo IRA.