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Exército chinês critica estudante por exibir bandeira militar japonesa na Rússia

Exército chinês critica estudante por exibir bandeira militar japonesa na Rússia

O exército da China criticou um estudante do país acusado de exibir uma bandeira militar do Japão durante uma aula na Universidade Estatal de Moscovo, considerando que o comportamento constitui uma glorificação do militarismo japonês.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

A conta Jun Zhengping, ligada ao Exército de Libertação Popular (ELP) chinês na rede social chinesa Weibo, classificou o incidente como "escandaloso" e afirmou que a promoção do militarismo constitui uma ofensa à consciência humana, independentemente do país ou da instituição de ensino onde ocorra.

O incidente ocorreu em 14 de outubro, quando o estudante terá comparecido numa aula de História com a bandeira do sol nascente e um boné militar japonês da década de 1930, segundo o jornal oficial chinês Global Times.

Outros estudantes chineses repreenderam-no pelo comportamento e denunciaram que o jovem respondeu com insultos e agressões, enquanto uma associação de estudantes chineses comunicou o caso à universidade e à embaixada da China na Rússia.

A Universidade Estatal de Moscovo abriu uma investigação interna, segundo a associação, embora até ao momento não tenha sido anunciada publicamente qualquer decisão.

A bandeira do sol nascente, historicamente utilizada pelas Forças Armadas imperiais japonesas e ainda presente nas atuais Forças de Autodefesa do Japão, suscita rejeição na China e noutros países asiáticos devido à sua associação à expansão militar japonesa durante o século XX.

A polémica surge num momento de renovadas tensões entre Pequim e Tóquio, depois de a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, ter enviado duas oferendas ao santuário Yasukuni, uma ritual, no sábado, e outra monetária, na segunda-feira.

O santuário homenageia os mortos de guerra japoneses, incluindo 14 dirigentes condenados como criminosos de guerra após a Segunda Guerra Mundial.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning condenou na segunda-feira o gesto e exigiu ao Japão que enfrente o seu passado militarista e deixe de adotar medidas que, segundo Pequim, procuram justificar as guerras de agressão do país.

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