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Exército da Colômbia mata dois alegados dissidentes das FARC em confronto

Exército da Colômbia mata dois alegados dissidentes das FARC em confronto

Dois alegados dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) morreram num confronto com o Exército colombiano na região de Antioquia (noroeste), informou o Presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Jaime Saldarriaga - Reuters

"Em Yarumal, o Exército Nacional, através de tropas da Sétima Divisão e da Quarta Brigada, em coordenação com o Ministério Público e o CTI [braço de investigação policial], abateu em combate dois membros da estrutura narcoterrorista 36, fação Calarcá", escreveu, na quinta-feira, De la Espriella na rede social X.

Os dois dissidentes eram acusados de praticar crimes em coordenação com o Clan del Golfo, a maior organização criminosa da Colômbia.

"Segundo informações preliminares, os indivíduos integrariam a comissão de segurança do conhecido por `Arboleda` e estariam envolvidos em ameaças, extorsões e coação da população civil no norte de Antioquia", precisou o Exército colombiano, em comunicado.

Na operação foram ainda apreendidos uma espingarda automática, uma pistola, carregadores e munições de vários calibres.

Os corpos foram apresentados envolvidos em sacos brancos, uma prática mediática que se tornou uma imagem de marca de De la Espriella, que prometeu "mão firme" em matéria de segurança desde que assumiu a Presidência, a 07 de agosto.

Apesar das críticas recebidas por divulgar imagens em que surge a caminhar entre os cadáveres de alegados membros de grupos armados ilegais, o chefe de Estado afirmou que continuará a fazê-lo.

"Criou-se toda uma polémica porque caminhei entre os sacos e, quanto mais isso desagradar à esquerda, mais o farei, porque o que me interessa é proteger os cidadãos de bem e agir com toda a firmeza contra os narcoterroristas", declarou De la Espriella, durante uma conversa com Flávio Bolsonaro, senador de direita que disputará a segunda volta das eleições presidenciais brasileiras, em 25 de outubro, com o Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao contrário do antecessor de esquerda, Gustavo Petro, que tinha iniciado negociações de paz com grupos armados, de la Espriella prometeu combater frontalmente o crime organizado no país, com o apoio dos Estados Unidos.

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