Exército de Taiwan inicia cinco dias de exercícios de "preparação para combate"
O exército de Taiwan iniciou hoje cinco dias de exercícios de "preparação para combate", destinados a testar a eficácia das operações conjuntas das forças armadas, num contexto de crescente pressão militar da China.
Em comunicado, o Ministério da Defesa de Taiwan indicou que as manobras, que decorrem até 26 de junho, fazem parte do programa anual de treino conjunto das forças armadas.
Segundo a tutela, o objetivo principal é treinar unidades de todos os escalões durante fases de mobilização e alerta, familiarizando-as com cenários de combate e reforçando a capacidade de transição rápida entre situações de paz e de guerra.
O exercício pretende também aprofundar a execução dos planos de operações conjuntas através de diferentes cenários táticos, recorrendo a "efetivos reais, terreno real, tempo real, equipamento real e execução real".
As autoridades taiwanesas acrescentaram que as manobras visam melhorar os mecanismos de comando e controlo, a capacidade logística e a adaptação a condições reais de combate.
Nos últimos meses, as forças armadas da ilha têm dado particular atenção a cenários em que a China converte exercícios militares regulares em torno de Taiwan numa ofensiva real.
O anúncio coincidiu com um novo aumento da atividade militar chinesa nas proximidades da ilha.
Também no domingo, o ministério da Defesa taiwanês informou que o exército chinês realizou um exercício de longa distância em alto-mar, mobilizando 21 aeronaves militares, entre as quais caças J-16, aviões de alerta antecipado KJ-500 e aviões-tanque YU-20.
Segundo Taipé, 19 das aeronaves entraram na Zona de Identificação de Defesa Aérea do sudoeste de Taiwan e no Pacífico Ocidental.
As forças armadas taiwanesas afirmaram ter acompanhado a operação através de meios de vigilância e reconhecimento, mobilizando aeronaves, navios e sistemas de mísseis terrestres para responder à atividade chinesa.
Pequim considera Taiwan parte integrante do território chinês e não exclui o uso da força para assumir o controlo da ilha.
O Governo taiwanês rejeita essa posição e sustenta que apenas os 23 milhões de habitantes de Taiwan têm o direito de decidir o futuro político do território.