Exército israelita diz ter intercetado míssil lançado do Iémen
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) anunciaram esta quinta-feira que intercetaram um novo míssil disparado do Iémen, a partir do qual os rebeldes Huthis costumam atacar território israelita.
"Após as sirenes que soaram recentemente em várias regiões de Israel, um míssil lançado do Iémen foi intercetado", disseram as IDF na plataforma de mensagens Telegram.
Na segunda-feira, os rebeldes Huthis do Iémen tinham anunciado um "bloqueio naval" contra Haifa, o principal porto de Israel, alertando que os navios que naveguem para essa infraestrutura passam a ser alvos.
"Todas as empresas cujos navios estão presentes ou se dirigem para este porto são informadas de que, a partir deste anúncio, o porto (...) foi incluído na nossa lista de alvos", sublinhou o porta-voz dos Huthis, Yehya Saree.
Esta decisão "é uma resposta à escalada da brutal agressão israelita contra o nosso povo e em Gaza", frisou, acrescentando que os ataques contra Israel "cessarão quando a agressão contra Gaza terminar e o bloqueio (do enclave) for levantado".
O anúncio surgiu horas depois do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter anunciado a intenção de "assumir o controlo" de toda a Faixa de Gaza.
Nas últimas duas semanas, os Huthis reivindicaram a responsabilidade por vários ataques ao Aeroporto Internacional de Telavive, em Israel, e numa ocasião conseguiram atingir a infraestrutura, pela primeira vez desde outubro de 2023.
Os Huthis integram o chamado "eixo de resistência" liderado pelo Irão contra Israel, de que fazem parte outros grupos fundamentalistas da região, como o Hezbollah libanês e os palestinianos Hamas e Jihad Islâmica.
Os Huthis iniciaram ataques contra a navegação comercial no mar Vermelho e no golfo de Aden, uma região vital para o comércio global, em novembro de 2023, em solidariedade com o Hamas.
As ações dos Huthis levaram ao início de campanhas de bombardeamento no Iémen por parte dos Estados Unidos e do Reino Unido.