Mundo
Exército israelita mata quatro crianças que brincavam na praia
O Exército israelita matou na tarde de ontem, quarta feira, quatro crianças que brincavam na praia de Gaza e feriu gravemente outras duas. Jornalistas estrangeiros que se encontravam presentes ajudaram a pôr a salvo as crianças sobreviventes e denunciaram depois o comportamento dos militares.
Segundo o relato do jornalista Peter Beaumont, do diário britânico Guardian, as crianças estavam na praia quando uma primeira granada disparada pela artilharia israelita atingiu uma pequena barraca de zinco situada no porto de Gaza. As crianças, que brincavam na praia, saíram da água e puseram-se a fugir em direcção ao Hotel Al-Deira, onde é habitual alojarem-se jornalistas estrangeiros.
Nesse percurso as crianças foram atingidas por uma segunda granada. Segundo o jornalista britânico, "os autores do disparo visivelmente pretenderam atingir os sobreviventes em fuga". Ainda segundo Beaumont, "mesmo através do fumo via-se que eram crianças. Até o mais velho parecia ter oito anos de idade. Eram filhos de pescadores, escanzelados, em calções".
Foi o segundo disparo que atingiu mortalmente pelo menos três das crianças. As quatro vítimas mortais são rapazes da mesma família, um de nove, dois de dez e um de onze anos de idade. Dois outros rapazes foram feridos com gravidade, mas conseguiram ainda fugir, com a ajuda de jornalistas que assistiram ao caso. O bombardeamento e a fuga foram filmados por uma equipa de televisão francesa TF 1.
Já a ser assistida no hospital, uma das crianças sobreviventes disse depois: "Estávamos a jogar às escondidas quando fomos atingidos. Nem sequer ouvimos a primeira granada, que matou um de nós. Ouvi a segunda quando estávamos a correr na praia. Essa matou mais três".
O fotógrafo Tyler Hicks, que assistiu à matança das crianças, comenta no New York Times: "Um barracão metálico sem água corrente nem eletricidade, sob um sol escaldante, não tem o ar de um sítio em que estejam combatentes do Hamas". E acrescenta: "Crianças, talvez com 1,20 metro de altura, com roupa de verão e a fugir de uma explosão, também não correspondem à descrição de combatentes do Hamas".
O Exército israelita anunciou um inquérito sobre o caso, avançando que "segundo as investigações preliminares o alvo desse ataque foram terroristas do Hamas. As vítimas civis de que se fala são um resultado trágico [do ataque aos terroristas]".
Nesse percurso as crianças foram atingidas por uma segunda granada. Segundo o jornalista britânico, "os autores do disparo visivelmente pretenderam atingir os sobreviventes em fuga". Ainda segundo Beaumont, "mesmo através do fumo via-se que eram crianças. Até o mais velho parecia ter oito anos de idade. Eram filhos de pescadores, escanzelados, em calções".
Foi o segundo disparo que atingiu mortalmente pelo menos três das crianças. As quatro vítimas mortais são rapazes da mesma família, um de nove, dois de dez e um de onze anos de idade. Dois outros rapazes foram feridos com gravidade, mas conseguiram ainda fugir, com a ajuda de jornalistas que assistiram ao caso. O bombardeamento e a fuga foram filmados por uma equipa de televisão francesa TF 1.
Já a ser assistida no hospital, uma das crianças sobreviventes disse depois: "Estávamos a jogar às escondidas quando fomos atingidos. Nem sequer ouvimos a primeira granada, que matou um de nós. Ouvi a segunda quando estávamos a correr na praia. Essa matou mais três".
O fotógrafo Tyler Hicks, que assistiu à matança das crianças, comenta no New York Times: "Um barracão metálico sem água corrente nem eletricidade, sob um sol escaldante, não tem o ar de um sítio em que estejam combatentes do Hamas". E acrescenta: "Crianças, talvez com 1,20 metro de altura, com roupa de verão e a fugir de uma explosão, também não correspondem à descrição de combatentes do Hamas".
O Exército israelita anunciou um inquérito sobre o caso, avançando que "segundo as investigações preliminares o alvo desse ataque foram terroristas do Hamas. As vítimas civis de que se fala são um resultado trágico [do ataque aos terroristas]".