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Exército israelita multiplica ataques contra palestinianos na Cisjordânia
Pelo menos seis palestinianos foram abatidos esta terça-feira em diferentes incursões do exército israelita na Cisjordânia ocupada. Em Nablus, no norte deste território, operacionais do Tsahal atacaram o quartel-general de um grupo de militantes alegadamente envolvidos em ações contra alvos israelitas.
De acordo com o Ministério da Saúde da Autoridade Palestiniana, em Nablus, a maior cidade do norte da Cisjordânia, foram abatidos cinco palestinianos e outros 20 ficaram feridos.
Um sexto palestiniano foi mortalmente atingido no peito em Nabi Saleh, localidade situada a norte de Ramallah. As forças israelitas alegam ter alvejado “um suspeito que lançava um engenho explosivo”.O território palestiniano da Cisjordânia está sob ocupação israelita desde 1967.
“Vários suspeitos armados foram atingidos por balas. Dezenas de palestinianos queimaram pneus e lançaram pedras”, alegou o Tsahal em comunicado citado pela agência France Presse.
Ouvido pela rádio pública Kan, o primeiro-ministro israelita, atualmente em campanha para as eleições legislativas antecipadas de 1 de novembro, adiantou que um dos dirigentes do Areen al-Oussoud, Wadih Al Houh, morreu durante o ataque do exército.
“Eles devem saber que os alcançaremos onde quer que se encontrem. Israel não deixará jamais de atuar pela sua segurança”, vincou Yair Lapid, para acrescentar que o objetivo das autoridades israelitas é “reduzir o terrorismo e garantir que este não atinja cidadãos” de Israel.
“A rendição é o caminho para a humilhação”
Na plataforma de mensagens Telegram, o Areen al-Oussoud, que terá nas suas fileiras 210 mil militantes, veio clamar que “a rendição é o caminho para a humilhação”. E que “é tempo de os leões saírem do seu covil”.Os raids do Tsahal na Cisjordânia fizeram já mais de 100 mortos entre os palestinianos, naquele que é o balanço mais elevado de vítimas em sete anos, segundo dados das Nações Unidas. Desde o início de outubro, morreram pelo menos 25 palestinianos e dois soldados israelitas.
O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, acusou, por sua vez, o exército israelita de ter perpetrado um “crime de guerra” em Nablus.
Nos últimos meses, a Cisjordânia viu recrudescer a violência com sucessivas operações das tropas israelitas em Nablus e Jenin, dois bastiões de grupos armados palestinianos.
A designação “covil dos leões” é uma declarada homenagem a Ibrahim al-Nabulsi, um militante conhecido como “leão de Nablus”, abatido em agosto por forças israelitas.
O Areen al-Oussoud reivindicou o ataque mortal contra um soldado israelita perpetrado há cerca de duas semanas na Cisjordânia. Desde então, o exército do Estado hebraico controla entradas e saídas deste território e mantêm uma apertada vigilância com recurso a drones.
c/ agências
Um sexto palestiniano foi mortalmente atingido no peito em Nabi Saleh, localidade situada a norte de Ramallah. As forças israelitas alegam ter alvejado “um suspeito que lançava um engenho explosivo”.O território palestiniano da Cisjordânia está sob ocupação israelita desde 1967.
O exército do Estado hebraico confirmou entretanto ter desencadeado uma operação em Nablus, a par da polícia, contra o que descreveu como o “quartel-general e uma oficina de fabrico de armas” de um “novo grupo de jovens combatentes palestinianos designado como Areen al-Oussoud”, ou “covil de leões”.
“Vários suspeitos armados foram atingidos por balas. Dezenas de palestinianos queimaram pneus e lançaram pedras”, alegou o Tsahal em comunicado citado pela agência France Presse.
Ouvido pela rádio pública Kan, o primeiro-ministro israelita, atualmente em campanha para as eleições legislativas antecipadas de 1 de novembro, adiantou que um dos dirigentes do Areen al-Oussoud, Wadih Al Houh, morreu durante o ataque do exército.
“Eles devem saber que os alcançaremos onde quer que se encontrem. Israel não deixará jamais de atuar pela sua segurança”, vincou Yair Lapid, para acrescentar que o objetivo das autoridades israelitas é “reduzir o terrorismo e garantir que este não atinja cidadãos” de Israel.
“A rendição é o caminho para a humilhação”
Na plataforma de mensagens Telegram, o Areen al-Oussoud, que terá nas suas fileiras 210 mil militantes, veio clamar que “a rendição é o caminho para a humilhação”. E que “é tempo de os leões saírem do seu covil”.Os raids do Tsahal na Cisjordânia fizeram já mais de 100 mortos entre os palestinianos, naquele que é o balanço mais elevado de vítimas em sete anos, segundo dados das Nações Unidas. Desde o início de outubro, morreram pelo menos 25 palestinianos e dois soldados israelitas.
O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, acusou, por sua vez, o exército israelita de ter perpetrado um “crime de guerra” em Nablus.
Nos últimos meses, a Cisjordânia viu recrudescer a violência com sucessivas operações das tropas israelitas em Nablus e Jenin, dois bastiões de grupos armados palestinianos.
Areen al-Oussoud
Parte dos membros do grupo agora visado pelas forças de Israel estão conotados com organizações históricas da resistência palestiniana como a Fatah e os mais radicais Hamas e Jihad Islâmica.A designação “covil dos leões” é uma declarada homenagem a Ibrahim al-Nabulsi, um militante conhecido como “leão de Nablus”, abatido em agosto por forças israelitas.
O Areen al-Oussoud reivindicou o ataque mortal contra um soldado israelita perpetrado há cerca de duas semanas na Cisjordânia. Desde então, o exército do Estado hebraico controla entradas e saídas deste território e mantêm uma apertada vigilância com recurso a drones.