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Regime iraniano decreta 40 dias de luto pela morte de Ali Khamenei

Exército israelita reivindica morte de líder supremo Ali Khamenei

Exército israelita reivindica morte de líder supremo Ali Khamenei

O exército israelita reivindicou hoje a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, nos bombardeamentos no sábado que deram início à nova guerra contra o Irão em colaboração com os Estados Unidos.

Lusa /

"Ali Khamenei foi alvo de uma operação precisa e de larga escala levada a cabo pela Força Aérea Israelita", assegurou o exército de Israel num comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.

A força aérea foi "guiada por informações de inteligência detalhadas" e Ali Khamenei foi visado quando "se encontrava no seu complexo de comando central no coração de Teerão, juntamente com outros altos oficiais".

"Khamenei foi o arquiteto do plano para destruir o Estado de Israel e era conhecido como a `cabeça do polvo iraniano`, estendendo os seus braços por todo o Médio Oriente e pelas fronteiras do Estado de Israel", disseram os militares.

O exército israelita congratulou-se por ter posto "fim a um capítulo de décadas", uma vez que a morte de Khamenei se soma a uma série de ataques anteriores para eliminar chefes de milícias do chamado "Eixo de Resistência" iraniano.

Entre eles, conta-se o outrora líder máximo da milícia xiita libanesa Hezbollah, Hassan Nasrallah, que morreu após um ataque israelita contra o quartel-general do grupo em Beirute, a 27 de setembro de 2024.

Menos de um mês depois, Israel confirmou ter matado o líder máximo do Hamas e mentor dos ataques de 7 de outubro de 2023, Yahya Sinwar.

Sinwar era o homem mais procurado na ofensiva israelita que devastou a Faixa de Gaza com mais de 70.000 palestinianos mortos.

O jornal norte-americano The New York Times (NYT) noticiou hoje que foi a CIA que obteve a informação de que Ali Khamenei deveria participar numa reunião de alto nível no sábado de manhã em Teerão.

Citando fontes próximas da operação, o jornal disse que a agência de informações norte-americana acompanhava o rasto do líder supremo iraniano há vários meses e tinha adquirido confiança quanto aos locais de residência e hábitos.

"Depois, a agência soube que uma reunião de altos responsáveis deveria ter lugar na manhã de sábado, num complexo imobiliário pertencente às autoridades iranianas no coração de Teerão", noticiou o NYT.

"Mais importante ainda, a CIA soube que o líder supremo estaria no local", referiu o jornal, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Os norte-americanos partilharam depois a informação com Israel e, segundo fontes informadas sobre o processo de decisão ouvidas pelo jornal, os Estados Unidos e Israel decidiram ajustar a cronologia do ataque, o que permitiu eliminar o líder iraniano.

O plano inicial previa um ataque noturno, mas foi alterado para as 09:40 locais (06:10 em Lisboa) por causa da reunião em que participaria Ali Khamenei.

Foram usados mísseis de longo alcance ar-terra, cujo nome o diário não revelou.

Além do líder supremo, Teerão confirmou que nos ataques morreram o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, major-general Abdorrahim Musaví, o ministro da Defesa, brigadeiro-general Aziz Nasirzadeh, e o secretário do Conselho de Defesa, Ali Shamjani.

O comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, general Mohamad Pakpur, também foi morto nos ataques de sábado e Teerão anunciou hoje a sua substituição pelo brigadeiro-general Ahmad Vahidi, segundo a agência iraniana Mehr.

Em resposta aos ataques, que prosseguiram hoje, o Irão lançou uma série de ataques contra interesses norte-americanos na região, mas também contra outros países da zona.

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